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FC Porto-Benfica, 1-0: Dragão ganha primeira taça de futebol de praia

CRÓNICA

O campeão nacional e europeu começou a época a ganhar, frente ao maior rival, mesmo sem se aproximar, nem de longe nem de perto, do bom futebol. A culpa maior do futebol medíocre que se viu no Estádio Cidade de Coimbra não pertence às equipas nem aos jogadores, pois num autêntico areal é impossível fazer muito melhor. Mais feliz, o FC Porto conseguiu marcar e juntar às 13 Supertaças conquistadas aquela que poderá ficar para a História como a primeira de futebol... de praia.

A conquista do FC Porto fica a dever-se à (rara) inspiração de Quaresma, que aproveitou o reposicionamento da equipa após o intervalo, com a vantagem de libertar Carlos Alberto, o homem que está na génese da jogada decisiva.

Surpresas

Ambos os técnicos surpreenderem nos onzes. Fernández recorreu ao olímpico Ricardo Costa menos de 24 horas depois do regresso de Atenas, preferindo a rodagem adquirida pelo central nos Jogos à adaptação de Nuno Valente ao eixo da defesa.

Trapattoni causa ainda mais admiração, deixando Ricardo Rocha no banco para apostar na dupla brasileira Luisão-Argel, com a ala esquerda entregue ao recém-chegado Dos Santos. Começou por beneficiar o italiano, que teve em campo uma dupla que se conhece, enquanto o FC Porto, até ao intervalo, ficou com uma defesa que não se... reconhece.

Rectilíneo

Recorrendo aos toques de primeira e desmarcações, o Benfica conseguiu criar perigo e baralhar a defesa portista até porque a linha intermediária dos dragões não funcionou com Diego e pouco melhorou com a entrada (prematura) de César Peixoto e o recuo de Carlos Alberto. Hugo Leal não escapava ao rolo compressor de Petit e neste desequilíbrio assentou muito do ascendente encarnado da primeira parte.

Sorte

Após o intervalo, com Carlos Alberto instruído para assumir o comando da manobra ofensiva, sem mais preocupações e, sobretudo, sem dividir a tarefa, Fernández conseguiu dar a volta ao jogo e teve a sorte de fazer o golo no período em que o Benfica hesitou em termos colectivos. Pouco depois, com a troca de Zahovic por Karadas, Trapattoni conseguiu reequilibrar a balança, mas, mesmo com meia hora para se jogar, já foi tarde para evitar o prejuízo.

A magra vantagem foi gerida a contento por Fernández, apesar de o Benfica nunca ter deixado de "espernear" e ter disposto de algumas ocasiões para igualar. O que prolongaria o sofrimento de todos: naquele terreno, hora e meia já foi demais.

Árbitro

CARLOS XISTRA (3). O mais bem classificado da Liga em 2003-2004 começou a época assim-assim. O maior pecado foi ceder às simulações dos jogadores - sempre que um caía, esquecendo a "culpa" do terreno, assinalava falta (o caso de Luisão, junto à bandeirola de canto, com Quaresma, foi caricato). Bem auxiliado, excepto nos lançamentos: Miguel não fez um sem um pé dentro.
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