FC Porto condenado no caso dos emails: pagamento de 2 milhões de euros ao Benfica

Pinto da Costa, Fernando Gomes e Adelino Caldeira foram absolvidos

O FC Porto foi condenado ao pagamento de 2 milhões de euros no caso dos emails.  No processo movido pela SAD do Benfica, que reclamava 17,7 milhões de indemnização, foram condenados a SAD 'azul e branca' e o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, ao pagamento de 523 mil euros por danos patrimoniais emergentes e 1,4 ME por danos não emergentes, pela divulgação da correspondência, enquanto o presidente do clube, Pinto da Costa, os administradores dos 'dragões' Fernando Gomes e Adelino Caldeira e o Porto Canal foram absolvidos.

O tribunal calculou em 1,4 ME o montante a pagar pela divulgação dos emails em 20 programas televisivos, durante 10 meses, diferenciando os valores pela importância e veracidade da correspondência (10, 20, 40, 80, 160 e 340 mil euros), tendo ainda entendido reduzir para um terço o valor total da indemnização por danos patrimoniais, para 523 mil euros.

Em causa está a divulgação de correio eletrónico por Francisco J. Marques no programa televisivo Universo Porto da Bancada, do Porto Canal, entre abril de 2017 e fevereiro de 2018.

A sentença lida hoje pelo juiz presidente do Tribunal Judicial da Comarca do Porto, José António Rodrigues da Cunha, no Porto, é passível de recurso.

Segundo informações a que o Correio da Manhã teve acesso, o FC Porto foi obrigado a entregar todos os emails ao tribunal. 

Após a decisão do Tribunal Judicial da Comarca do Porto as ações do clube azul e branco cairam em 7% na bolsa.

O Benfica exigia uma indemnização de 17,7 milhões de euros. Miguel Moreira, diretor financeiro das águias, disse em tribunal que existiu uma desvalorização da marca com base nos "ataques".

"Esta difamação teve consequências a vários níveis. Houve impacto nas receitas e em várias áreas. Tínhamos um negócio de larcia com a China que acabou por não se concretizar e o prejuízo total foi de vários milhões. Estamos a falar de conhecimentos criados ao longo de vários anos", referiu, explicando depois com base em que critério foi definido o pedido de indemnização de 17,7 milhões de euros que os encarnados pedem ao FC Porto neste processo.

"Um relatório divulgado pela KPMG, na época 2015/16, avaliava o valor do Benfica em 340 milhões de euros. Um valor manifestamente inferior ao real valor e ao valor potencial do Benfica. Mas a base foi chegar a 5 por cento desse valor. E esse valor peca por escasso. Hoje em dia, o valor andará pelos 800 milhões. Considerámos 5 por cento o limite mínimo de um dano enorme. É o mínimo", apontou. 

Alicercando-se precisamente nesse relatório da KPMG e nos dos anos anteriores, Miguel Moreira revelou que houve uma quebra na temporada 2017/18 na tendência de crescimento que o Benfica vinha registando em épocas consecutivas, algo que, segundo o diretor financeiro, "foi estranho, tendo em conta que 2016/17 foi a melhor época da história do Benfica".

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