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FC Porto frente ao Varzim: Três golos brilhantes e pronto

APRECIAÇÃO À EQUIPA

BAÍA - Os cruzamentos que deram os golos do Varzim foram quase perfeitos no sentido de o deixar fora do lance e por isso tem apenas culpa mínima. O trabalho efectivo mais difícil foi tirar um cruzamento traiçoeiro de Quim Berto (70").

SECRETÁRIO - Uma primeira parte de regularidade a defender e muita oportunidade no apoio ao ataque pela ala não fazia prever um segundo tempo tão negativo. Foi de um erro seu que nasceu o lance do primeiro golo poveiro. Perdeu esclarecimento mas de não lutar até à exaustão ninguém o pode acusar.

RICARDO COSTA - A primeira parte foi de relativo sossego, mas pela falta de comprimento da equipa adversária. Tem de assumir responsabilidade nos dois golos do Varzim que influenciaram a exibição daí em diante; demasiado nervo e pouca cabeça. Na parte final da partida, na pressão do Varzim pelo golo da igualdade venceu uma dura luta com Marcão.

PEDRO EMANUEL - A falta de exigência na primeira parte não lhe diminuiu a seriedade, impondo ordem na defesa. Tal como o parceiro do eixo central tem responsabilidades nos golos varzinistas e também os acusou em termos de serenidade. Nos minutos finais, foi um importante suporte emocional para a defesa. Quase marcava golo (defesa atrapalhada de Miguel), respondendo de cabeça, ao segundo poste, a um livre de Clayton (60").

LUZ - Boa exibição: seguro a defender e atrevido nas saídas ofensivas. Trata-se de um jovem com muita maturidade, que confirmou ontem a boa exibição realizada no jogo amistoso com o Celta de Vigo, há uns meses. Foi muito solicitado mas nunca perdeu a calma, tomando quase sempre boas decisões, arrancando aplausos de Mourinho.

PAULINHO - Não se sabe como correrá o seu último jogo pelo FC Porto, na jornada de fecho desta época, com o Sporting, nas Antas, mas o grande golo marcado ontem (o terceiro da equipa) é uma boa imagem para a despedida de carreira. Recebido pelas bancadas com enorme aplauso na entrada em campo, numa demonstração que o lance de Paços de Ferreira foi perdoado, foi ovacionado de pé pelo golo. Nada que não mereça por tudo que fez no Dragão. Mas não se limitou ao golo, fez um jogo sério e secou Rui Baião.

MÁRIO SILVA - Voltou a merecer a confiança de Mourinho para jogar no meio-campo com Paulinho e Buzsáky. Não fez nada de brilhante (não lhe era exigido) mas esteve disponível para fazer de tudo um pouco. Até quase marcar (41"), não fosse a grande defesa de Miguel ao seu golpe cabeça.

BUZSÁKY - Abriu a exibição com a assistência para o golo de Jankauskas e galvanizou-se para o resto do jogo. Personalizado, procurou a bola para jogar, o que é bom sinal para um jovem que fez a estreia a titular na SuperLiga, e fê-lo bem, com boa definição de jogo. Em termos de organização ofensiva, além de outros pormenores, teve ainda uma assistência de morte para Capucho (47", falhado de baliza aberta) e ainda uma tentativa de golo "olímpico" na conversão de um canto à esquerda, evitado pelo guardião em cima da linha. Deu o litro, lutando muito pela posse de bola, mostrando que também sabe jogar duro. De certeza que Mourinho quer (precisa) outro médio para a próxima época?

CAPUCHO - Numa partida para medir a confiança para Sevilha não podia ter dado melhor resposta. Além de um golo de antologia (o segundo, aos 16", em pontapé de moinho), confirmando a imagem de marca de golos raros mas bonitos, assumiu muito de todo o ataque com um aproveitamento táctico notável. E revelou uma responsabilidade assinalável ao fazer de trinco e central nas ausências de Paulinho e Pedro Emanuel, respectivamente.

CLAYTON - Começou cheio de vontade, provavelmente à procura de uma vaga em Sevilha, mas para lá de dois remates perigoso (20" e 48") pouco mais fez.

JANKAUSKAS - Outra grande resposta a Mourinho quanto à condição para a final da Taça UEFA: um grande golo (12") e um "meio" que foi o que representou o seu passe para Capucho para o segundo.

MARCO FERREIRA - Mexeu e muito com o ataque portista. Podia ter marcado aos 60" e 88" e ofereceu um golo a Clayton, aos 48". Com sorte, seria um dos homens do jogo.

POSTIGA - Tirou um remate perigoso (85") e ofereceu o golo a Marco Ferreira (88") numa jogada de contra-ataque bonita.

ELIAS - Perdido em campo.
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