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FC Porto-Penafiel, 3-1: Nem deu para assustar

“LANTERNA VERMELHA” RÁPIDO A MARCAR MAS SEM ARGUMENTOS PARA O LÍDER

O vento das pampas engoliu facilmente o sopro de atrevimento do último da tabela na casa do líder. O golo mais rápido da corrente edição da Liga, marcado pelo penafidelense Bruno Amaro estavam apenas decorridos 21 segundos de jogo, não chegou a ser um susto. Os dragões ainda tardaram quase 40 minutos a conseguir a igualdade mas quem viu o jogo nunca teve dúvidas: o resultado ia ser virado, como foi, do avesso.

O atrevimento penafidelense ficou-se por este momento que nem todos os espectadores apanharam, quando Bruno Amaro aproveitou um ressalto e disparou de longe para a direita de Baía. O feito podia ter animado a equipa de Luís Castro mas não houve argumentos para resistir ao futebol rápido e enleante dos argentinos do FC Porto e também aos raides de Ricardo Quaresma. Tango e dança cigana – foi ritmo a mais para quem tem de menos e não estamos só a falar de pontos.

Desequilíbrios

Adriaanse não mexeu no onze e fez bem. Com Quaresma na esquerda, com o seu pé direito mais por dentro e sempre a fazer estragos no inimigo, e Lisandro na direita e muitas vezes em diagonal para o meio, até deu para contar de novo com um McCarthy na doca seca. Os passes e as entradas em profundidade de Lucho González, as mudanças de caixa de Diego e a segurança de Paulo Assunção foram outras razões que explicaram um Penafiel de pavio curto, que só durou 21 segundos.

Depois de sofrer aquele golo a frio, o FC Porto não se enervou, sentiu depressa que tinha o comando do jogo e que estava a chegar facilmente à zona de tiro. Luís Castro ainda tentou anular Diego e Lucho com marcações individuais mas a este nível o “homem a homem” não funciona, prevalecem sobretudo os desequilíbrios colectivos.

O FC Porto podia ter empatado muito antes do intervalo, como acabou por acontecer. McCarthy teve um lance de “baliza aberta” e também acertou no poste, Lucho fez dois perigosos remates de cabeça, Pepe idem e Quaresma obrigou Nuno Santos e a barra a uma defesa superior.

Assobiadores militantes

Apesar de o domínio portista ser mais evidente que as estrelas no céu nocturno de Verão, o público portista assobiou à passagem dos 30 minutos, quando McCarthy fez um cruzamento para a bancada Norte.

A resposta dos jogadores azuis e brancos não tardou e antes do intervalo ficava consolidada a reviravolta, com o primeiro golo a resultar de uma acção ofensiva de Paulo Assunção que Lisandro e McCarthy trabalharam para o remate fulminante, de fora da área, de Lucho González. Desta vez a bola bateu no poste e entrou... Não muito depois, Ricardo Costa calou os assobiadores: ganhou a linha e cruzou, para Quaresma aparecer na área com a bola no pé e a ser derrubado por Weligton.

Confirmação

O vencedor estava encontrado mas, por via das dúvidas, Lucho, Quaresma e Lisandro ligaram o turbo e confirmaram o triunfo com um terceiro golo, que aconteceu num momento em que Luís Castro tentava mudar a sua equipa. A entrada de Roberto notou-se mas já era tarde, muito tarde.

O FC Porto tinha o jogo ganho e caminhou agora sem muita pressa para o fim do jogo, com Adriaanse ainda a dar uma oportunidade a Jorginho (assobiado quando entrou) e a Hugo Almeida.

Entre o 1.º e o último, ficou visto, não havia só 24 pontos de diferença...

Árbitro

Artur Soares Dias (4). Não há dúvidas no penálti de Weligton sobre Quaresma. Sempre em cima dos lances e rápido e bem a dar a lei da vantagem.
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