Proibição de entrada com trompete na Supertaça leva a queixa na Federação

António Lourenço viu pela primeira vez negada entrada do instrumento musical num estádio, no caso na Supertaça

• Foto: Luís Vieira

António Lourenço, um dos mais carismáticos adeptos do FC Porto, foi protagonista de uma situação insólita no último sábado e diz-se vítima de excesso de zelo por parte da empresa que fez segurança na Supertaça Cândido de Oliveira. Tudo porque, pela primeira vez desde que acompanha a equipa em Portugal e no estrangeiro, foi impedido de entrar num estádio de futebol com o seu inseparável trompete.

A indignação foi evidente e motivou "uma queixa, uma exposição para a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), mais concretamente para o Doutor Fernando Gomes", revelou, a Record, António Lourenço, que ontem completou 81 anos.

"É uma vergonha, é miserável, num país destes onde anda tudo em guerra com as claques. Vou para os estádios há 36 anos, já corri todos em Portugal, incluindo a Luz e Alvalade, muitos no estrangeiro, e nunca tive problemas em parte nenhuma. Toda a gente me conhece e sabe que não quero guerras com ninguém. Em Espanha as pessoas até brincam comigo, mas cheguei a Aveiro e foi o que se viu. Não deixaram entrar o trompete, porque consideraram que poderia ser um objeto de arremesso. É a coisa mais ridícula que ouvi na vida", constatou o mítico adepto do FC Porto, dando conta da indignação geral.

"Depois de mais de uma hora a trocar argumentos com a segurança, tive de deixar o trompete numa barraca e entrei no estádio com o jogo já a decorrer. As pessoas estranharam que não tivesse o trompete, perguntaram o que se tinha passado e ficaram indignadas. Até o professor Neca, que já treinou o Aves, ficou surpreendido com a situação", deu-nos conta António Lourenço, comparando-se a Manolo, o espanhol que carrega o famoso bombo nos jogos da seleção do seu país.

"Já seguiu a queixa para a FPF, para o Doutor Fernando Gomes, de quem sou amigo há muitos anos, para que a situação seja esclarecida. Não foi a polícia que criou a confusão, foi a empresa que estava a fazer segurança no estádio", vincou o adepto dos dragões, ainda incrédulo.

"Com uma claque teria dado..."

Para vincar ainda mais a sua indignação, António Lourenço deu um exemplo concreto que observou no Municipal de Aveiro. "Os adeptos do Aves tinham um bombo dentro do estádio, então chega-se à conclusão que se eu tivesse entrado com as claques do FC Porto tinha dado para passar com o trompete... É uma situação que não se compreende. Lembra a alguém que eu pudesse arremessar um trompete que vale umas centenas ou milhares de euros?", questionou o famoso adepto dos dragões, lembrando que também na final da Taça de Portugal, em 2016, a segurança não o queria deixar entrar. Aí valeu a intervenção da polícia: "O chefe da polícia viu e chamou a atenção da segurança para deixar entrar o trompete no Jamor."

Por Rui Sousa
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