Francisco J. Marques defende Conceição: «Jorge Jesus fazia o que queria»

Diretor de Comunicação do FC Porto compreende festejos exuberantes no Bessa

• Foto: MOVENOTICIAS

Os festejos de Sérgio Conceição ao golo de Hernâni, no Bessa, não só lhe valeram a expulsão na parte final do encontro, como fizeram estalar a polémica entre FC Porto e Benfica.

Perante esta situação, Francisco J. Marques saiu em defesa do treinador dos dragões, apontando que existiu uma dualidade de critério face ao comportamento apresentado por Jorge Simão durante todo o encontro. De acordo com o Diretor de Comunicação dos azuis e brancos, existe um movimento que "quer colar um rótulo de arruaceiro a Sérgio Conceição, completamente errado".

"O Sérgio Conceição festejou de forma exuberante o golo, como é normal quando se marca em cima do apito e quando esse golo significa a vitória. Por causa disso, foi expulso. A perplexidade que se tem é quando se compara com o comportamento do Jorge Simão. Ele esteve várias vezes fora da área técnica, andou a esbracejar numa altura em que queria fazer uma substitução e não conseguiu. Portanto, o comportamento visual do Jorge Simão e do Sérgio Conceição foi completamente diferente. O Sérgio esteve na sua área técnica a dar instruções à equipa e no final festejou de forma exuberante, sim, toda a gente viu. Mas é normal. Este fim-de-semana num dérbi, o Klopp entrou no campo a festejar de forma exuberante. Querem fazer disto algo maior do que aquilo que é. Querem colar um carimbo de arruaceiro ao Sérgio que não é verdade", começou por dizer, relembrando o caso de Jorge Jesus.

"Treinadores, jogadores e clubes têm de ser tratados da mesma forma. Todos nós nos lembramos do regime de exceção que durante anos beneficiou o Jorge Jesus. Fazia o que queria. E a justificação era que era assim que ele festejava. O Sérgio também tem a sua forma intensa de viver os jogos", sublinhou, voltando depois a criticar a postura de Jorge Simão.

"Quando o Jorge Simão saiu da área técnica, por volta dos 15 minutos, pela primeira vez, o assistente não chamou à atenção. E isto foi constante. Nunca chamou o árbitro para avisar do que fosse. Este tratamento diferenciado tem que acabar. O Sérgio Conceição é um grande treinador, foi um grande jogador, um grande internacional, com uma folha de serviços que não está ao alcance de qualquer um, portanto é alguém que merece respeito. Respeito por ser campão e por orientar a equipa que faz a defesa portuguesa na Liga dos Campeões. Chega ao campeonato português e é expulso porque festejou...", lamentou.

Por Pedro Morais
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