Lista D fez passeata por locais emblemáticos da história portista

Ação de campanha da lista autónoma ao Conselho Superior

Os elementos da lista D, candidata ao Conselho Superior do FC Porto nas eleições deste fim de semana, realizaram ao final da tarde desta 5.ª feira uma curiosa ação de campanha pela Invicta. O grupo passeou pela cidade, utilizando alguns dos mais emblemáticos locais da história portista como guia.

Eis a ideia subjacente à passeata, reproduzida pelos sócios candidatos nas suas redes sociais:

"O Caminho Superior

Tudo começa na esquina de Antero Quental com a Constituição.

Porquê Antero de Quental? - Será por esse escritor republicano ter escolhido o Porto e as maravilhosas praias de Vila do Conde para fazer os melhores anos da sua vida? Não!

E a Constituição, é em memória às conquistas liberais sobre os absolutistas? - É por devoção à Constituição feita em liberdade depois do 25 de Abril que permitiu que o melhor clube do mundo fosse, afinal …, o melhor clube do mundo, sem a pata ditatorial do centralismo do terreiro do paço? Não!

Simplesmente porque ali, nas traseiras do Trave Negra onde ainda se canta, às vezes, o fado ficava o Campo da Rainha – o primeiro campo de futebol onde jogou o Futebol clube do Porto.

Portanto, partimos daí em direção ao nosso caminho glorioso. Na Constituição paramos nas instalações da nossa formação, outrora campo da Constituição. Quem teve o privilégio de jogar ali sabe que a terra do pelado cheirava a Porto.
Depois, seguimos para só parar no Lima 5. Porquê 5? Será dos 5 dados na Luz quando o Oliveira era o treinador? Ou dos 5 dados em casa com o André Villas Boas? Não!

Nem um, nem outro. Ao lado do Lima 5 fica um terreno que em tempos se chamava Estádio do Lima. Foi o primeiro relvado e o Porto jogou lá tantas vezes que os nossos avôs contam histórias maravilhosas dessas tardes.

Não ficamos, continuamos e cortamos caminho pela avenida do Combatentes. Porquê? Porque um Insubmisso é um combatente. Viramos por ali abaixo em direção à Fernão Magalhães. Quando avistarmos a Alameda paramos. Juntamos as mãos abertas e de braços levantados vamos fazer como o bi bota a correr quando marcava um golo na Antas. Sim, ali ainda se vislumbra nos resquícios dos terrenos baldios o pouco que sobra das Antas. Está lá a torre mas já não está o estádio. Já só se veem umas marcas do rebaixamento, um bocadito do campo de treinos e o rochedo arborizado de onde era o terceiro anel.

Depois disso, mesmo ali ao lado vamos à Alameda e paramos. Porquê? Porque ali era o Pavilhão Afonso de Magalhães e mais à frente, toca a fazer de conta que nadamos mariposa nas piscinas. E nas traseiras do Dolce Vita temos que relembrar os jogos memoráveis no Pavilhão Américo de Sá.

E depois? Depois acabou o passado e toca a por os olhos no futuro. Quer dizer, mais ao menos. É que temos de chegar ao Dragão exatamente às 22 horas e 17 minutos. Porquê? Porque esse foi o minuto em que o Estádio do Dragão mais tremeu? Tremeu? Sim, tremeu, e tremeu durante largos minutos…. Foram gritos e palmas, palmas e gritos, abraços e beijos, beijos e abraços. A sério? Sim! Foi um garoto chamado Kelvin que fez o mais belo golo que já vimos ao vivo. Um golo que fez o estádio tremer, o povo chorar, homens cacarejar e até Jesus se ajoelhou.

Então e o futuro? O futuro está ali em baixo. Contornas o estádio pelo lado sul, beijas o chão que pisas e acabas à porta do Dragão Arena. Porquê o Dragão Arena?

Porque é aí que o futuro começa. E o futuro escreve-se com D que é a letra apaixonada que quer dizer PORTO!"

Por Rui Sousa
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