Mão de ferro para segurar o grupo

Técnico manteve-se fiel à sua personalidade

"Já disse que independentemente de se chamar Joaquim, Manuel ou António, se abrir exceções por um jogador, perco um grupo todo e não quero, é a minha forma de liderar", disse Sérgio Conceição quando retirou a titularidade a Iker Casillas. Esse foi, sem dúvida, o momento mais tenso no que respeita à gestão da equipa ao longo deste ano, por tudo o que representa o histórico guarda-redes.

Mas esse não foi o único episódio em que o técnico impôs a sua mão de ferro para impedir comportamentos que pudessem colocar em causa a estabilidade do grupo. O primeiro foi logo na pré-época, quando Moussa Marega chegou mais tarde. Sérgio avisou-o de que teria vida difícil, mas o avançado não quebrou e a resposta permitiu-lhe atingir o êxito que se conhece. Por via da expulsão escusada na receção ao Monaco, Felipe também passou alguns jogos de fora até assentar ideias e voltar ao seu melhor nível.

A seguir foi a vez de Soares, noutro momento de muita tensão. A reação negativa à substituição na meia-final da Taça CTT valeu-lhe uma dura reprimenda do técnico e um consequente pedido de desculpas ao grupo de trabalho. O último episódio teve José Sá como protagonista. No seguimento da expulsão em Paços de Ferreira, que mereceu um reparo de Sérgio, o guarda-redes nunca mais foi convocado. Uma situação que levou Vaná a ser o suplente de Casillas na fase decisiva da época e abriu as portas da saída a Sá para a próxima temporada.

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