Marcano na reta final

Central mais perto da recuperação

• Foto: José Moreira

Iván Marcano aproveitou bem a paragem do campeonato e está prestes a entrar no derradeiro patamar da sua recuperação. No regresso dos dragões ao trabalho após as folgas da Páscoa, o espanhol evoluiu para trabalho condicionado depois de ter concluído a semana anterior ainda remetido a tratamento e trabalho de ginásio.

O empenho de Marcano na sua recuperação sustenta uma expectativa otimista sobre o contributo que o central ainda pode dar à equipa na fase decisiva da temporada. O encontro com o Tondela, mesmo realizando-se apenas na segunda-feira, ainda chega um pouco cedo para o espanhol, pelo que a sua condição clínica deve evoluir em definitivo para aptidão plena durante a próxima semana, isto desde que a sua resposta se mantenha positiva durante a habitual fase de integração nos trabalhos do grupo.

Trata-se de uma notícia que ganha extraordinária relevância no que toca à gestão do plantel, dadas as limitações relativas ao eixo defensivo que deixam a equipa técnica sem margem de manobra. Em face do descolamento mioaponevrótico na coxa direita que foi diagnosticado ao central, de 28 anos, só Martins Indi e Chidozie surgem como opções de raiz para uma posição sensível. Em teoria, parece simples resolver eventuais dificuldades com a aposta em Layún a central, ou até com o recuo de Danilo em caso de necessidade absoluta, mas são precisamente essas mexidas recorrentes que abalam o equilíbrio coletivo, desaguando numa incómoda série de golos sofridos que foi encerrada no Bonfim. Contra o U. Madeira, a falta de Martins Indi, expulso em Braga, foi muito sentida, tendo o lateral mexicano e o jovem nigeriano lidado mal com o contra-ataque do conjunto de Norton de Matos. Fatores que fizeram perigar um triunfo do qual o FC Porto não podia abdicar para se manter na corrida à melhor classificação possível, passe esta pelo título ou por um valioso apuramento direto para a Liga dos Campeões.

Estatuto reconhecido

Por muito que o seu erro contra o Sp. Braga tenha constituído um golpe duro para a equipa, custando a desvantagem no marcador após uma exibição tática com qualidade acima do que vinha sendo habitual, o facto é que Marcano possui um estatuto reconhecido dentro do grupo. Em 2016, e depois de ter ficado no banco em Alvalade devido à sua exibição infeliz contra o Marítimo, na Taça CTT, Marcano foi sempre titular nos 11 jogos em que esteve disponível. Ou seja, mesmo após a chegada de Peseiro, a hierarquia do eixo defensivo nunca foi alterada, tendo o camisola 5 primazia nas escolhas e sendo fixo com Indi ou Chidozie ao lado. Depois de ter atuado na Pedreira a 6 de março, Marcano viu a sua lesão ser confirmada dois dias depois, sendo praticamente uma sequela da distensão muscular igualmente sofrida na coxa direita e que já o tinha afastado da Luz e de Dortmund nas semanas anteriores. Agora, já com mais de três semanas de paragem e a certeza de que irá cumprir pelo menos um mês sem competição, é natural que o próprio jogador já se sinta mais confiante na sua capacidade para regressar à competição com o nível de que a equipa necessita para ajudar Casillas a manter a sua baliza inviolada. Após a receção ao Tondela, os dragões deslocam-se a Paços de Ferreira, recebem o Nacional e visitam a Académica antes da cimeira da qual pode depender o encaixe de 12 milhões de euros pelo acesso direto à Liga dos Campeões, contra o Sporting.

Como estas duas semanas de interregno em nada ajudaram à afirmação de Chidozie, dado que o técnico ficou sem condições para realizar treinos aquisitivos devido à debandada de 13 jogadores para as seleções, que se somaram aos cinco lesionados, é Marcano quem ganha consistência na linha do horizonte como solução para que o estado de alarme permanente seja encerrado até final da temporada. Com Casillas, Maxi, Indi, Marcano e Layún a assumirem-se como melhor linha defensiva no ativo, o FC Porto ganha melhores condições para atingir o rendimento ofensivo elevado desejado por Peseiro.

Flanco aguarda por Varela

Silvestre Varela deu seguimento ontem à tarde ao trabalho condicionado que já vinha realizando, mas existem indicadores de que o extremo também deverá evoluir rapidamente na sua recuperação, resolvendo outro problema que tem queimado alguns neurónios ao treinador. Brahimi e Corona parecem motivados para realizarem um grande final de época, confirmando nas seleções o bom momento que já vinham patenteando pelo FC Porto, só que ainda assim convém haver mais um extremo que garanta soluções de qualidade. Varela encaixa melhor nesse perfil do que Marega, dado que o maliano nunca foi titular em jogos do campeonato com Peseiro, tendo saltado sete vezes do banco.

Evandro procura retomar o rumo

O brasileiro Evandro ainda se encontra remetido à enfermaria, mas é o médio que tem maiores possibilidades de voltar a lutar por uma vaga nas escolhas de Peseiro a breve trecho. Depois de ter marcado o golo da vitória contra o Moreirense, sendo de seguida titular em Dortmund, Evandro sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda que o tem mantido em dique seco. Como a pubalgia de André André impõe uma gestão com pinças da sua condição física, e Bueno deixou de ser carta neste baralho depois da cirurgia a que foi submetido, só mesmo Evandro pode garantir a Peseiro algum critério na gestão da posse de bola e do ritmo de jogo, dado que Sérgio Oliveira é um criativo bem mais vertical.

Ponto da situação

» Marcano foi titular contra o Sp. Braga, a 6 de março, e dois dias volvidos viu ser anunciada uma sequela da distensão muscular na coxa direita que já o tinha afastado

» Levando mais de três semanas de recuperação, o empenho do espanhol foi determinante para a sua evolução. Já passou ao trabalho condicionado e em breve voltará a fazer parte das opções

» Em 2016, e depois de ter ficado no banco em Alvalade, foi titular nos 11 jogos em que se encontrava apto

Por Vítor Pinto
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