Pinto da Costa explica processo de contratação de Sérgio Conceição

Presidente portista admite que pensou em três ou quatro nomes antes de surgir o do novo técnico

O longo processo que levou à contratação de Sérgio Conceição por parte do FC Porto deu muito que falar nas últimas semanas e Pinto da Costa admitiu durante a apresenção do novo técnico que este não fazia parte dos três ou quatro nomes inicialmente ponderados para substituir Nuno Espírito Santo. E, quando questionado sobre o assunto, começou por lembrar que a especulação das últimas semanas nunca o preocupou.

"As baladadas são nos campanários e não lhes ligo nada. Compreendo que no seu canal, onde tem coisas sobre transferências, mercados e supermercados, têm de inventar. Vi nomes de jogadores e treinadores que até me rio. Registei com muita satisfação a preocupação que os comentadores tinham pelo FC Porto não ter treinador. Quando me fala no Marco Silva ou outros que possa ter contactado, quando o Nuno por sugestão do seu empresário, que propôs a rescindir o contrato porque ia abraçar um projeto em Inglaterra, a partir daí pensei em treinadores", começou por sublinhar o presidente portista.

E Pinto da Costa garantiu que só a 27 de maio, após uma conversa com Luciano D'Onofrio, no âmbito das comemorações dos 30 anos da vitória na Taça dos Campeões em Viena, é que Conceição passou a ser o escolhido.

"Tinha na minha ideia três ou quatro treinadores, em que não constava o Sérgio, porque sabia que ele tinha assinado com o Nantes por três anos. Pensava que era impossível ele vir. Fiz vários contactos, até que no dia 27 de maio, almocei com Luciano D'Onofrio, amigo do FC Porto e diretor desportivo em Viena (há 30 anos), e quando lhe transmiti que gostaria de ter Sérgio Conceição, ele disse-me: 'Jantei com ele ontem e o Sérgio também gostava imenso de vir para o FC Porto'. 'Mas ele não consegue libertar-se', respondi-lhe. 'Não, mas ele tem problemas de saúde na família e o sonho dele é vir para o FC Porto', reagiu ele", adiantou.

"Isto passou-se no dia 27 de maio, no Restaurante Lusíadas, às 14 horas. Às 16h30, o Conceição estava no meu gabinete e fiz-lhe a pergunta direta: 'Queres treinar o FC Porto?' 'Sim!', respondeu-me. 'E consegues libertar-te?' 'Acho que sim'. 'Então vai resolver o problema'. No dia seguinte foi para Paris para se desvincular do Nantes. A partir daí terminaram todos os contactos que pudesse estar a fazer. A partir daí sabia que tinha treinador e que a determinação do Sérgio ia resultar e que o presidente do Nantes, sensível à situação, deixá-lo-ia partir. Foi o tempo que demorou", concluiu.

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