Sérgio Conceição: «Foi preciso mudar um pouco e nunca é fácil mudar»

Técnico recorda primeiros tempos ao leme do FC Porto

• Foto: Lusa

À SIC, Sérgio Conceição admitiu que assumir o comando técnico do FC Porto foi um "desafio aliciante", confessando que, à sua chegada, encontrou um clube totalmente diferente daquele que deixara quando partiu na sua passagem enquanto jogador.

"Era um desafio aliciante, também pelas dificuldades financeiras que o clube ainda atravessa, pela fome de títulos desta equipa. Era um desafio aliciante para progredir na minha carreira"

O FC Porto de Sérgio enquanto jogador era diferente?

"Totalmente, em tudo. Quando estive na minha primeira passagem por jogador tínhamos 8 ou 9 jogadores da formação que tornavam o balneário um pouco mais fácil. Naquilo que é a metodolgia de treino as coisas mudaram e muito. Umas mudaram para melhor outras nem tanto. Encontrei um clube de topo ao nível dos diferentes departamentos e antigamente não era assim. Há muitos departamentos para que o jogador, não só no seu trabalho, mas também no que o envolve, possa render o máximo. No meu tempo era um bocadinho menos. Mas encontrei uma forma de trabalhar que não ia de encontro ao que queria… De exigência. Estou a falar até em relação ao nosso dia a dia, pessoas com quem trabalhamos no Olival. São pessoas maravilhosas, mas foi preciso mudar um pouco e nunca é fácil mudar.

Objetivos

"O objetivo deste clube será sempre ganhar títulos, nomeadamente o campeonato, ir o mais longe possível na Champions e ganhar as Taças. Para um clube como o nosso são esses os objetivos"

Porque é que não é um treinador fácil?

"Não sei… Se calhar é uma pergunta que os jogadores saberiam responder melhor do que eu. Hoje o jogador é diferente do de antigamente. As redes sociais, há muita gente à volta do jogador, distrai-se com alguma facilidade e perde o foco da profissão… E fica mais difícil de gerir. Sei que há esse selo do treinador disciplinador, exigente… Mas não tenho probelmas com isso, porque sou assim comigo mesmo."

Como geriu os altos e baixos nas relações, como por exemplo no caso de Soares?

"Eu admito o erro no jogador. Não admito é que cometa o mesmo erro duas vezes. Aí é patetice. Eles perceberam que o erro faz parte da vida, mas quando se comete o mesmo duas vezes já não gosto. O Soares errou, assumiu-o, pediu desculpa aos colegas e à equipa técnica e a partir desse momento, por decisão minha e do plantel, foi reintegrado. Claro que tenho muitas conversas particulares, em que nem os meus adjuntos assistem, mas depois há conversas de grupo que normalmente são muito interessantes. Toda a gente tem oportunidade de se exprimir"

Por André Monteiro
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