Sérgio Conceição: «Ganhar em Coimbra ou no Cazaquistão é igual para mim»

Treinador do FC Porto volta à cidade natal para disputar o último troféu da temporada

• Foto: FC Porto

O FC Porto entra amanhã em campo, às 20h45, no Estádio Cidade de Coimbra, frente ao Benfica, em jogo a contar para a final da Taça de Portugal, encontro que encerra a temporada 2019/20 de ambas as equipas.

Na antevisão ao encontro deste sábado, Sérgio Conceição sublinhou a ambição, determinação e confiança dos seus jogadores naquela que foi a preparação de mais um clássico - o terceiro diante das águias esta temporada.

O treinador dos dragões abordou as questões em torno de Luis Díaz e Uribe, a escolha para a baliza, não negando ainda um gosto especial em disputar a prova rainha numa cidade que tão bem conhece.

"A preparação do jogo foi exatamente igual a todas as outras semanas que tivemos e que antecederam jogos importantes. Não muda nada. Este jogo foi exatamente igual. Foi uma semana normal de trabalho, com muita ambição, determinação, confiança e alegria - a partir de terça-feira -, e estamos prontos para o jogo de amanhã, que tem um título em jogo."

Olhar para a final de outra forma que não em que o FC Porto é o favorito

"Há, a forma realista. Com a experiência que eu tenho, acho que os dois jogos que fizemos contra o Benfica fazem parte do passado. Mesmo a estatística que dizia frente ao FC Porto, acho que nada disso interfere no jogo de amanhã."

Disse que ia ensinar, mas o Sérgio Conceição já aprendeu?

"Aprendo todos os dias com os jogadores, com as pessoas que trabalham comigo no Olival - que são muitas - e aprendo até com o pessoal que trata a relva, às vezes até mais do que com outros. A aprendizagem é contínua e diária. É preciso estar aberto a isso e eu estou."

Elogios de Luís Gonçalves

"Não gosto desse tipo de elogios. Nas férias ainda suporto, quando ainda estou em competição é melhor não falar. O engenheiro Luís Gonçalves tem de falar, não dá muitas entrevistas. Foi uma das pessoas importantes na conquista deste título. Olho com responsabilidade e com o objetivo de continuar a obter resultados. Tudo aquilo que é falar do futebol, no sentido dessas situações que habitam à volta deste desporto tão bonito e apaixonante, não tem de interferir em nada na preparação. Temos apenas de focar no nosso trabalho para nos prepararmos da melhor forma para chegar ao jogo. Foco total no jogo e sem pensar em mais nada."

À espera de um Benfica na expectativa ou a assumir o encontro?

"Não faço a mínima ideia do plano de jogo traçado pelo Veríssimo, não posso controlar esse lado da estratégia. No decorrer do jogo posso corrigir algumas coisas, caso a equipa não esteja a corresponder. Depois, aquilo que o adversário faz ou não, depende muito daquilo que nós fazemos em campo."

Situação de Luis Díaz e Uribe

"Ainda não tive a oportunidade de falar com o departamento médico. Acredito que todas as horas sejam importantes para nos dar uma resposta mais concreta sobre a utilização ou não destes jogadores. Visão não é fantástica, mas deprimente também não é. É para isso que me pagam, para arranjar soluções."

O que significaria conquistar os dois títulos mais importantes de Portugal na mesma época?

"Quando era jogador gostava de sentir essa sensação até à hora que o jogo começava, depois isso passa. Enquanto treinador, quero sentir sempre essa adrenalina, mas frio na barriga sinto quando no percurso da minha vida fui encontrando pessoas com dificuldade. Principalmente crianças e idosos. Tive uma ou outra visita ao IPO e foi algo difícil de explicar. Levo isto para este campo porque há coisas mais importantes que o futebol. Tenho a adrenalina normal de um típico jogo de futebol, não mais do que isso. Para a minha carreira, é um título importante em que não mudará em nada a minha ambição como treinador, eu e a minha equipa técnica. Será um título importante para adicionar à carreira."

Pressão para o clássico

"O avaliar dessa pressão, acho que não há nenhum aparelho. Só as panelas. Obviamente, que não era pelas duas finais que o Danilo perdeu que se as ganhássemos que não queria ganhar amanhã, a motivação é exatamente igual."

Já se notam diferenças entre o estilo de jogo de Bruno Lage e o de Veríssimo?

"Pequenas diferenças porque um ou outro jogador são diferentes. Por si só, a dinâmica é diferente. Cabe-nos a nós escrutinar e preparar o jogo da melhor forma."

Gosto de ganhar, em Portugal ou... no Cazaquistão

"Para mim, o gosto de ganhar nem que seja na China. Quando vou a Coimbra, tenho um gosto enorme. Vem-me à cabeça algumas recordações bonitas da minha infância, mas nada mais do que isso. Ganhar aqui ou no Cazaquistão é igual para mim", concluiu.

Por Sérgio Magalhães
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