Vítor Baía: «Muito honrado com a confiança do presidente»

Antigo guardião confirma notícia de Record e integra a lista de Pinto da Costa às eleições do clube

• Foto: Peter Spark

Vítor Baía esteve esta tarde no Estádio do Dragão, onde foi formalmente convidado por Pinto da Costa para integrar a sua lista às eleições do FC Porto, que se realizam a 6 e 7 de junho. O antigo guardião, de 50 anos, se tudo decorrer dentro do favoritismo que se atribui à linha de continuidade no próximo ato eleitoral, regressa a uma casa à qual está umbilicalmente ligado em virtude da sua carreira desportiva, surgindo agora como trunfo do atual presidente. Confirma-se assim a notícia de Record, que revelou a entrada de Baía nos órgãos sociais dos azuis e brancos, sensivelmente uma década depois de ter deixado a SAD, onde desempenhou funções relacionadas com as relações externas. Em 2020, está de volta com o desafio de pensar o futebol de forma mais abrangente, renovando a estrutura e concedendo um apoio próximo a Pinto da Costa. 

RECORD - Que sentimento pretende expressar neste momento em que, finalmente, está oficializado o convite para integrar os órgãos sociais do FC Porto?

VÍTOR BAÍA- Acima de tudo é um momento de grande felicidade. É algo natural quando se ama o clube e quando se gosta do FC Porto e de tudo o que é a sua organização. Sinto-me muito honrado pelo presidente depositar em sim a sua confiança para voltar à estrutura e integrar os órgãos sociais do clube como vice-presidente. Deixo nas suas mãos, dada a confiança que tenho na sua qualidade de líder e de tudo o que é o seu estilo de liderança e governação, a decisão de onde poderei ser mas útil.

R - Parece estranho que, após a sua saída da SAD do FC Porto, em 2010, nunca tenha voltado a trabalhar numa estrutura de clube. Pode dizer-se que estava à espera da oportunidade certa para regressar ao Dragão?

VB - O problema foi mesmo esse. Tive muitos convites para encabeçar novos projetos e independentemente de não estar ligado à gestão diária, quando se está no futebol, está-se no futebol. Ou seja, não se larga nunca. Compreende-se todos os momentos, todos os tipos de governação, sabe-se como as equipas e grandes clubes estão organizados. Por isso nunca entendi que estava num período de ausência ou interregno. Entendi sempre este percurso como uma preparação e como um estar sempre atento ao que era o FC Porto, que foi sempre o meu maior desejo e o objetivo no qual estive focado. Nunca me desviei daquilo que era importante para mim, e o meu foco, o FC Porto. Ninguém me pode levar a mal por isso. Quando se ama verdadeiramente espera-se pelo momento certo. Estou feliz por poder regressar. Adoro o presidente, admito-o, e quero realmente estar ao seu lado no presente e futuro.

R - Dado que está uma ato eleitoral marcado para 6 e 7 de junho que mensagem quer deixar neste momentos sócios do clube que são também os eleitores que decidirão o rumo do FC Porto?

VB - Acima de tudo digo aos sócios que acreditem nas pessoas que estão a liderar o FC Porto. São pessoas que estão atentas, sabem as mudanças que têm de realizar e tudo o que estão a fazer é para garantir a estabilidade do FC Porto. O presidente está na plena posse das suas faculdades, é uma pessoa inteligentíssima. Sabe o que pretende para o clube e vai implementar alterações. É isso que sublinho, que continuem a acreditar. O FC Porto vai continuar a vencer, a ser o melhor clube português, a organizar-se da melhor forma e a continuar a lutar para ter a hegemonia do futebol nacional.

R - Quer explicar desde já aos associados quais serão as funções que lhe estarão atribuídas no próximo elenco diretivo, nomeadamente se vai ser o homem-forte para o futebol do clube e da SAD?

VB - As funções que vou desempenhar estão nas mãos do presidente. Em quem confio plenamente. Ele sabe onde posso ser útil e quais são as minhas competências e onde poderá utilizá-las para maior benefício do FC Porto.

R - Tendo em conta que o seu nome foi sempre apontado como uma eventual solução para a liderança do FC Porto esta decisão muda algo na forma como perspetiva o seu futuro?

VB - Não muda absolutamente nada do que é o meu sentimento pelo FC Porto e pelo presidente. Falar ou projetar o que seja em relação ao futuro não faz qualquer sentido. O que digo é que, todos, devemos ter confiança no presente. Que todas as pessoas acreditem que podemos fazer algo de muito importante. Não é altura de estar a pensar naquilo que são objetivos pessoais. Neste momento sinto-me muito feliz. É um momento muito importante da minha vida. Estou muito grato, acima de tudo, por poder fazer aquilo de que mais gosto e voltar ao clube que amo.

Por Vítor Pinto
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