Vítor Oliveira: «Futebol sem público não é o futebol a que estamos habituados»

Treinador do Gil Vicente insatisfeito com a exibição da equipa diante do Portimonense

• Foto: Filipe Farinha

Portimonense e Gil Vicente entraram, esta quarta-feira, em campo para dar início ao regresso do futebol em Portugal, prova que esteve quase três meses suspensa devido ao novo coronavírus, mas o resultado só agradou a uma das equipas.

O Gil Vicente, orientado por Vítor Oliveira, viu o encontro ficar definido graças a um potente remate de Lucas Fernandes, médio dos algarvios que do 'meio da rua' fez um golo que ditou o resultado final do encontro (triunfo do Portimonense por 1-0).

"O jogo teve duas partes distintas. O Gil Vicente teve uma primeira parte em que dominou e chegou à baliza adversária. Poderíamos ter feito algum golo na primeira parte. Na segunda parte, o Portimonense fez um grande golo, um golo de bandeira e ganhou. Marcou um golo, portanto mereceu ganhar", começou por dizer o técnico dos gilistas, em declarações no final da partida.

Preocupação pelo futuro da equipa

"O jogo teve pouca qualidade, o que é natural, tendo em conta as circunstâncias. Mesmo assim, deveríamos ter feito mais e melhor. Precisamos de voltar ao caminho certo. Este resultado e a nossa segunda parte preocupam-me, porque ainda precisamos de fazer pontos para nos mantermos na 1.ª Liga. O Gil Vicente é uma equipa forte se for coletivamente forte. Se não for coletivamente forte, é uma equipa banalíssima."

Análise ao regresso da competição

"Os clubes aceitaram tudo o que a DGS [Direção-Geral da Saúde] propôs para retomar o futebol, mas penso que não o deveriam ter feito. Futebol sem público não é o futebol a que estamos habituados. Precisamos de público. Tendo em conta o que vamos vendo, as atividades que vão abrindo, programas de televisão com público, penso que as pessoas do futebol mereciam um pouco de atenção por parte de quem faz a legislação. O futebol tem condições para ter público, seja com 20% ou 30% da capacidade dos estádios. Futebol sem público não é futebol."

Análise ao encontro

"Um jogo com duas partes absolutamente distintas. Uma primeira parte em que fomos melhores, ocupámos bem o espaço, circulámos, conseguimos sair e fomos à área do adversário com relativa facilidade, mas não tivemos critério no último terço do terreno, com decisões que não foram as melhores. Acabámos por desperdiçar algumas situações em que tivemos superioridade sobre o adversário e poderíamos ter tido melhor aproveitamento. Na segunda parte o jogo estava morno nos primeiros cinco minutos e acabamos por sofrer um golo e a partir daí deixamos de existir."

Resultado que pode comprometer o futuro

"Fizemos uma exibição que me parece preocupante relativamente àquilo que nós pretendíamos. O Gil Vicente ainda precisa de pontos, precisa de os conquistar e tem de os conquistar o mais rapidamente possível. A nossa segunda parte foi completamente desanimadora. Neste momento, nós não sabemos aquilatar com um critério bem definido o que as equipas valem. Nós ficamos na dúvida. Este campeonato vai ser extremamente difícil para muita gente, incluindo a equipa do Gil Vicente."

Um olhar sobre a competição e aquilo que pode ser o desempenho das equipas

"Não sabemos muito bem o que vai acontecer e, pelo menos, nestes primeiros três/quatro jogos as surpresas vão-se suceder com alguma facilidade. Neste momento as equipas não têm ritmo e hoje viu-se isso, com 25 minutos com muito pouca qualidade", concluiu.

Por Record com Lusa
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