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Benfica-Marítimo, 2-2: Águia a curar feridas

CRÓNICA

Benfica-Marítimo, 2-2: Águia a curar feridas
Benfica-Marítimo, 2-2: Águia a curar feridas • Foto: Vítor Chi
O Benfica não foi além de um empate caseiro com o Marítimo e perdeu a oportunidade de se aproximar (bastante) do Sporting na luta pelo segundo lugar e consequente acesso directo à Liga dos Campeões. Na ressaca da eliminação da Champions, em Barcelona, uma primeira parte de baixo nível exibicional e duas grandes penalidades não assinaladas (39’ e 76’ sobre Miccoli e Ricardo Rocha) por Augusto Duarte podem explicar parte do deslize encarnado, mas não tudo. A equipa de Ronald Koeman tem culpas próprias pela forma como deixou que o Marítimo se agigantasse e quase saísse do Estádio da Luz com os 3 pontos no bolso. Um golo caído do céu já o relógio marcava 6 minutos para lá dos 90 manteve os ainda campeões na corrida com os leões.

A necessidade imperiosa de ganhar fez com que Ronald Koeman procedesse a algumas alterações no sistema de jogo que vinha utilizando. Temendo que Miccoli travasse uma luta desigual com os centrais madeirenses, o holandês apostou em Marcel como elemento mais avançado, para que o brasileiro fosse a referência na área e libertasse espaços, quer para o italiano quer para Simão e Robert. Do outro lado, Ulisses Morais (que já tinha ganho na Luz) não resistiu às marcações individuais (Fernando não largou Miccoli um segundo) e optou por povoar a zona intermediária.

Falhar significa sofrer

O Benfica acabou por não entrar mal na partida e nos primeiros 20 minutos de jogo teve oportunidades para ficar em vantagem no marcador, mesmo sem conseguir ser muito rápido nas transições para o ataque e sem grande pressão. Marcel (19’) quase marcou num dos poucos lances que o brasileiro ouviu palmas na Luz. Após aguentar o maior ímpeto inicial dos encarnados, os madeirenses começaram a ser mais afoitos no ataque e marcaram no primeiro remate com perigo efectuado, com Valnei a aproveitar a falha de marcação na transformação de um canto. Um pequena vingança do brasileiro que na primeira volta tinha oferecido o golo decisivo a... Mantorras.

Entrar em desespero

O golo sofrido teve efeitos nefastos para os encarnados. A equipa entrou em desespero rapidamente, a bola começou a queimar e os adeptos a assobiar. Estava perdida a margem de tolerância e nem o intervalo foi bom conselheiro.

Mesmo a perder, Koeman não mexeu no descanso, ao contrário de Ulisses Morais, que com a entrada de Filipe Oliveira alargou o ataque para uma linha de três elementos. Do lado do Benfica as alterações surgiram ao horário do costume (aos 60’), com as entradas de Karagounis e Mantorras para os lugares de Marcel e Nélson, ficando a defesa apenas de 3 elementos numa táctica à Adriaanse. Seria premiado o técnico madeirense com a obtenção do segundo golo. Julgou-se, então, que a águia estava ferida de morte.

Acordar em cima da hora

O golo de revolta (pontapé fantástico) de Petit fez acreditar os encarnados que ainda era possível e só no derradeiro minuto de compensação o objectivo de não perder foi conseguido num penálti transformado por Simão. Pelo meio ficaram mais alguns erros de Augusto Duarte, com claro prejuízo para os encarnados.

O empate acabou por atenuar os assobios e os lenços brancos a Koeman, que agora terá de motivar o plantel para conseguir anular os 4 pontos de desvantagem para os leões e conseguir o segundo lugar.

Árbitro

Augusto Duarte (1). Duas grandes penalidades não assinaladas contra o Marítimo (39’ e 76’) e muitas dúvidas num lance de Mantorras (90+4’) em que a bola parece ter passado a linha de golo.
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