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Gil Vicente-Marítimo, 2-0: Aprender a jogar na lama desprezando ajuda do vento

GILISTAS RECOBRAM A ESPERANÇA COM VITÓRIA CASEIRA

Os minhotos justificaram o triunfo com maior eficácia contra a juventude irreverente do Marítimo. Nenhuma equipa jogou melhor com o vento pelas costas e a vantagem desenhou-se ao primeiro erro madeirense
Gil Vicente-Marítimo, 2-0: Aprender a jogar na lama desprezando ajuda do vento
O PAUPÉRRIMO relvado de Barcelos voltou a condicionar a qualidade de um jogo de I Liga, mas o factor casa foi aproveitado pelo Gil Vicente, que aprendeu a ganhar diante dos seus adeptos e a jogar nestas condições. Depois do Belenenses, caiu o Marítimo no lameiro, onde domingo foi mais importante aproveitar os erros alheios.

As duas equipas desprezaram o "contributo" do vento, jogando melhor contra a nortada. O Marítimo dominou a primeira parte. Os seus criadores de jogo conseguiram fazer "flores" na lama, mas cedo contrariados por um golo consentido (falha de Albertino também influenciada pelo estado do terreno) e um campo quase impraticável.

Só aos 44 minutos, de livre, Lemos logrou o segundo remate gilista no primeiro tempo, enquanto Paulo Jorge defendeu em dois tempos um cabeceamento de Quim, também no único remate dos funchalenses enquadrado na baliza (33 m).

Com inúmeras ausências, o Marítimo conseguiu dar uma boa imagem, tentando tocar a bola, graças às permutas entre João O. Pinto, Luís Olim e Dani Diaz, para servirem a sua torre do ataque. O Gil Vicente soube dispor-se no terreno, alterando a organização atacante e "prescindindo" do meio-campo.

Vítor Vieira jogou mais ao centro, atrás do ponta-de-lança, repartindo com Casquilha a função de distribuir jogo. Houve sempre mobilidade dos atacantes, especialmente Paulo César e Miguel Simão, como prova o seu golo.

Os minhotos souberam contrariar as tentativas maritimistas no segundo tempo, quando Vingada juntou os "putos" da equipa B, com Pedro Moutinho ao lado de Quim, Luís Olim e Joel Santos nos flancos, depois Rui César na organização de jogo. Mas só Pedro Moutinho esteve perto de marcar, com um desvio para o poste (90 m), em tempo de gestão do resultado pelo Gil Vicente.

Carlos já recuado de trinco para terceiro central, N. Assis e S. Gameiro preenchendo o meio-campo. Jean Pierre tranquilizou os gilistas depois de render Tavares.

Um golo anulado ao Gil Vicente (Tavares, 9 m) podia ter dado polémica pelo atraso com que foi assinalado um fora-de-jogo do marcador: eventual deslocação do gilista devia ter sido assinalada a tempo, porque um ressalto posterior em Jokanovic colocava Tavares em jogo. De resto, uma arbitragem segura e correcta.

Golos

1-0 Aos 3 minutos, por MIGUEL SIMÃO, que apanhou na área uma bola cruzada por Casquilha da esquerda, Albertino falhou a intercepção e o reforço gilista rematou de primeira, com o pé esquerdo, a curta distância de Gilmar.

2-0 Aos 82 minutos, por JEAN PIERRE, a concluir facilmente uma jogada de Vítor Vieira que rompeu pela esquerda e serviu o francês de Guadalupe para este apenas encostar o pé à bola.
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