José Gomes vai apostar em alguns menos utilizados

O técnico maritimista confessou que não vai mexer muito no onze que irá defrontar o Penafiel

• Foto: Hélder Santos / Aspress

Já sem ter possibilidade de seguir em frente na Taça da Liga, o Marítimo vai receber este sábado o Penafiel. Na conferência de imprensa que serviu para fazer o lançamento da partida, José Gomes confessou que teve algumas dúvidas se iria ou não utilizar o onze principal. "Tive uma dúvida como treinador, mas já decidi. Posso partilhar convosco. Pensei entre o aproveitar o jogo com o Penafiel, para poder dar um espaço aos jogadores menos vistos ou utilizar a partida para consolidar algumas coisas vistas nos encontros anteriores. Fiquei mais para consolidar coisas que já foram vistas e tentar encontrar algum espaço e permitir que outros jogadores se possam mostrar. Infelizmente para nós, neste encontro não está nada em disputa e vamos então tentar encontrar três ou quatro espaços para que alguns atletas se possam mostrar", disse o líder maritimista. Não confirmou que quem possa vir a merecer uma oportunidade fora dos habituais titulares, possa estar de saída do clube na reabertura do mercado: Não ponho as coisas no termo que esses futebolistas que possam vir a ter uma oportunidade, possam ser os que poderão sair na reabertura do mercado. Será mais um registo de informação técnica, até porque, às vezes essas possibilidades de saída esbarram em questões laborais, pois há contratos para se cumprirem e não se consegue tudo o que gostaria. São jogadores que foram menos vistos, mesmo antes de eu chegar ao clube e pode ser interessante ver até que ponto poderemos contar com eles, independentemente, de continuarem ou não na equipa.

O técnico maritimista se não tivesse algumas ausências por lesão, preferia jogar já a jornada Liga frente ao Rio Ave: "Não fosse o facto de termos tido o Rodrigo Pinho doente, estando a ser reintegrado, o Edgar Costa, o Correia lesionados e se fosse um jogo a contar para a Liga, não poderíamos contar com eles, não fosse esse facto, gostaria de jogar já contra o Rio Ave. É verdade que haverá tempo para ajustar mais coisas, por outro lado, estamos numa dinâmica muitíssimo boa e a quebra dessa dinâmica podem trazer coisas menos desejáveis. Vamos fazer um jogo amigável no domingo de manhã para não deixar tanto tempo alguns jogadores sem jogar".

O calendário e distribuição dos jogos das diferentes provas é aprovado pelos clubes. Não vale a pena dizer muito sobre isso, embora possa haver sempre reflexões a fazer. Mas os clubes têm um espaço para votar e decidir, que é na sua assembleia. Gostava de jogar mais vezes… mas isso é outra questão.

«Ainda estamos numa zona perigosa»

Apesar de destacar o triunfo alcançado frente ao Boavista, José Gomes, trava alguma euforia face à exibição realizada "Antes do jogo com o Boavista, onde assumi que poderemos trabalhar muitíssimo bem mas o que consolida esse trabalho, é uma vitória. Nesse aspeto conseguimos vencer e de certeza que os adeptos não iriam ficar satisfeitos se tivesse-mos jogado ainda melhor, criando mais oportunidades, mas não tivéssemos vencido. São adeptos exigentes e tem essa legitimidade, pois são de um clube que está sempre na disputa pelos lugares que dão acesso às competições europeias. Querem sempre ver o Marítimo a jogar bom futebol e atingir esses lugares europeus. Só conseguimos mais 3 pontos, mas ainda estamos numa zona perigosa, pois há muitas equipas juntas. Temos de continuar a trabalhar e ajudar os jogadores a acrescerem para irem para uma posição segura e demonstrar o seu futebol".

Mesmo já não tendo possibilidades de seguir em frente na Taça da Liga, o trabalho de preparação foi rigoroso. E explicou: "Não nos desviamos do rigor da preparação, fazendo a mesma coisa, iniciando a semana com análise do que fizemos com o Boavista e na terça-feira analisamos o Penafiel, para saber que preocupações e pontos a explorar. Houve o mesmo rigor, a mesma seriedade, apesar de este jogo não trazer nada para o clube, caso se ganhe, empate ou perca".

Conseguir reforços com qualidade

Com a reabertura do mercado, o líder maritimista espera ter algum reforço e tem mantido algum diálogo com o presidente Carlos Pereira nesse sentido. "Como qualquer treinador, sendo possível e não tenho problema em o dizer, gostaria de ter mais dois ou três jogadores com qualidade, para que possamos estar mais confortáveis no dia de jogo. Sim gostaria, mas que sejam jogadores que não deixem qualquer dúvida nesse acréscimo de qualidade. Se assim não for, por vezes é melhor não contratar ninguém", afirmou. Depois, fez outra revelação: "Temos partilhado ideias, duas ou três vezes por semana. Nesta fase há o perigo de que em cada dia que passa aparecem mais agentes e contatos a apresentar jogadores. São horas de análise e poder avaliar. Há uma base mais do que suficiente para se tomar decisões e até ao final desta semana e meados da próxima as coisas estão terminadas em termos de análises".

Sem abrir o jogo, o técnico sempre adiantou que terá de reforçar o ataque pois "desde que cá cheguei, pelo número de oportunidades criadas e o número de golos apontados, diz-nos que falta algo. Há qualidade, mas se por castigo ou lesão, não temos outros com a mesma qualidade. O Nanú, o Erivaldo o Getterson, estiveram muito bem, mas teremos de ter outros. Procuramos não estar dependentes de um ou dois jogadores para manter o mesmo nível de jogo".

Por João Manuel Fernandes
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