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Marítimo-Benfica, 0-1: Pedro, mágico do golo

CRÓNICA

O sortilégio do futebol tem destas coisas. Pedro Mantorras pode ter um joelho “pendurado”, pode já não correr os 90’ mas continua a possuir o toque de magia dos predestinados a fazer a festa do povo. Ontem, o Benfica voltou a contar com o angolano para descobrir o caminho da baliza de um Marítimo que procurou impor técnica a um jogo que foi, acima de tudo, muito batalhado.

O suado mas merecido triunfo do Funchal acaba com mais de um mês de jejum de vitórias para a equipa de Ronald Koeman e faz renascer as esperanças para os lados da Luz. Na luta pela corrida à renovação do título na Liga portuguesa e também na manutenção na Liga dos Campeões.

Muitos cuidados

As duas equipas pareceram receosas uma da outra, reconhecendo eventuais limitações e possíveis vantagens do adversário. O Benfica quase abdicou da condução de jogo pelo centro do terreno, apesar de Nuno Assis ser o homem mais adiantado do triângulo do sector. O recurso era, quase sempre, a solicitação de Nuno Gomes ou Karyaka, na esquerda, através de passes longos vindos de Luisão ou Petit. Os centrais do Marítimo resolviam quase todos os problemas nos duelos com Nuno Gomes.

Pelo contrário, o conjunto madeirense assentava o seu futebol na criatividade de Wênio e Marcinho e na velocidade de Manduca e Kanu. Mas a boa ocupação de espaços pelos médios mais recuados do Benfica, Petit e Beto, também chegava para as exigências.

O primeiro lance de perigo foi construído por Karyaka que solicitou Nuno Gomes mas o remate deste foi desviado por Marcos para canto. A resposta do Marítimo esboçou-se numa jogada de Manduca e num remate sem direcção de Marcinho.

À passagem dos 20’ foi a vez de Wênio tentar a sorte de longe mas sem direcção. O Benfica deu sinais de querer pegar no jogo a partir daí, com uma sucessão de lances bem combinados. Nuno Gomes teve dois remates à baliza mas faltava-lhe apoio.

Entra Mantorras

Koeman não demorou muito, já na segunda parte, para arriscar mais. Tirou um apagado Karyaka (o russo foi chamado à atenção diversas vezes na primeira parte por não ocupar o flanco esquerdo como lhe fora pedido) e fez entrar Mantorras.

O angolano, de imediato, deu sinal de si e, após centro de Nélson, rematou de cabeça para o fundo da baliza, mas o lance foi anulado por deslocação. A defesa e o meio-campo do Marítimo pareceram descompensados com a nova disposição dos homens do Benfica e os passes longos saídos de Luisão e Petit passaram a ter dois alvos.

Erro e golo

Num desses lances, aparentemente inconsequente, Valnei teve um erro de palmatória, falhou a bola e deixou Mantorras correr para a baliza e fazer o golo que acabaria por valer o triunfo.

Paulo Bonamigo fez o que lhe competia, reforçando o meio-campo e ataque com Komac e Filipe Oliveira (Sergipano já havia entrado minutos antes), mas a verdade é que os cruzamentos do Marítimo encontraram sempre uma barreira intransponível nos centrais do Benfica, com Luisão a assumir-se como verdadeiro general do sector.

Briguel ainda assustou Quim com um remate que passou perto da barra, mas a história do jogo estava feita. Não foi um espectáculo bonito mas foi uma clara demonstração de força de vontade e determinação de quem tudo fez para chegar ao triunfo.

Árbitro: Paulo Paraty (3)

Pequenos erros sem grande significado. Bem no capítulo disciplinar, soube descortinar entre o jogo físico e uma ou outra jogada mais dura.
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