Marítimo bloqueia introdução das cinco substituições por jogo

Aprovação da norma fica adiada para a AG de 9 de junho e não vigora na 1ª jornada

• Foto: Hélder Santos

Uma verdadeira maratona negocial foi insuficiente para convencer o Marítimo a não quebrar a unanimidade em torno da introdução imediata das cinco substituições por jogo, complementada pela presença de nove jogadores no banco.

Os verde-rubros mantiveram-se irredutíveis tanto na jornal matinal como na posterior reunião vespertina, sempre por vídeo-conferência, e travaram o acordo, pelo que a 1ª jornada vai realizar-se com os moldes habituais, apenas três substituições e sete jogadores no banco, acabando a norma, se tudo correr normalmente, por ser aprovada apenas na Assembleia Geral já marcada para o dia 9 de junho.

O problema foi levantado esta quinta-feira quando Benfica e Marítimo levantaram reticências em relação ao consentimento que a Liga tinha obtido de todos os 18 clubes do campeonato, através dos departamentos de futebol, no sentido de implementar desde já uma norma transitória que viabilizasse as cinco substituições, ratificando depois a alteração regulamentar em AG. Um assentimento que inicialmente, não restem dúvidas, também foi dado pelo emblema madeirense, que posteriormente recuou.

As cinco substituições e os jogos em sinal fechado: Sérgio Krithinas faz ponto de situação
A discussão chegou a ser acesa face ao temos provocado pelo alegado risco de algum clube poder impugnar a competição, pelo que as conversações ficaram adiadas para esta manhã, sendo apontada como solução a possibilidade de as administrações das sociedades assinarem uma declaração vinculativa, garantindo que não iriam contestar ou procurar retirar vantagens jurídicas da questão das substituições.

Todavia, e apesar de existirem receios em vários emblemas pela desconfiança quanto à postura que outros participantes na 1ª Liga poderiam adotar, logo durante a manhã de hoje foi alcançado um pré-entendimento dado que o Benfica acabou por aliviar as suas objeções, ficando o Marítimo isolado na sua intransigência. A reta final do debate foi transposta para a parte da tarde, onde os verde-rubros, apesar de todos os esforços diplomáticos efetuados, mantiveram-se irredutíveis. 

Sendo assim, e apesar do Conselho de Arbitragem da FPF já ter feito a sua parte, através de um aditamento excecional à Lei 3, reconhecendo oficialmente a possibilidade de serem realizadas cinco substituições, isso ainda não vai acontecer na 25ª jornada da 1ª Liga, que tem início na próxima quarta-feira. No dia 9, a 26ª jornada só tem início pelas 21 horas, com o Gil Vicente-Famalicão, pelo que tendo em conta que existem 17 clubes a favor da introdução desta medida, a aprovação da alteração regulamentar deve avançar sem grandes sobressaltos.

Como pano de fundo está o facto de o Marítimo entender que, caso concordasse com a introdução de uma norma transitória para a entrada em vigor imediata do alargamento das substituições em alteração regulamentar, poderia perder força na sua causa pela impugnação do encerramento da 2ª Liga, decidido precisamente através de uma norma semelhante. O clube liderado por Carlos Pereira, recorde-se, moveu uma ação no TAD onde alega, entre outros factos, prejuízos financeiros resultantes da subida de divisão do Nacional, o que obrigaria a repartir os subsídios regionais. Razão pela qual pretende bloquear a existências de subidas à 1ª Liga.

Por Vítor Pinto
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