Marítimo diz que redução do IVA "não traz benefícios" para maioria dos clubes

Emblema insular explicou os motivos através de um comunicado

• Foto: Ricardo Nascimento / Record

O Marítimo considera "não trazer benefícios" para a maioria dos clubes a redução do IVA para 6%, pretensão da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), em comunicado emitido hoje pelo clube insular.

"O Club Sport Marítimo vem por este meio expor o seu posicionamento relativamente à questão do IVA a 6%. Contrariamente ao que defende a LPFP, entende-se que o tema não traz benefícios relevantes à generalidade dos clubes, pois, cerca de 70% da lotação dos estádios é proveniente de quotas", pode ler-se na nota, que acrescenta que aquela modalidade "é uma receita que não está sujeita a IVA".

Itália e Turquia são países dados como exemplos a seguir, de acordo com o comunicado maritimista, referindo que o governo italiano vai impor um modelo em que a carga fiscal "incide apenas sobre 50% dos rendimentos", o que, "na prática", corresponde a "26%" e que na Turquia, "as taxas rondam os 15%, enquanto que em Portugal podem ascender a taxas efetivas máximas superiores a 50%".

O Marítimo refere que, para "existir bons espetáculos, é preciso bons artistas (jogadores)", mas para os convencer a vir jogar para Portugal, é preciso "remunerá-los devidamente", o que significa que as cargas fiscais "têm de ser repensadas".

Em relação à centralização dos direitos televisivos, uma medida apoiada pelo Marítimo, que, ainda assim, diz "não ter sido apresentado um modelo fiável, com um operador devidamente referenciado e que garanta a melhoria significativa dos contratos".

O clube 'verde rubro' mostra "preocupação" sobre qual o órgão a tutelar a centralização, mostrando "reservas" sobre "o papel" da LPFP e explica porquê.

"Face à sua incerteza de continuidade, pois tem processos em contencioso e de elevados montantes que não estão provisionados. Esta prática é contrária àquela que é exigida aos clubes. Uma decisão desfavorável, nos processos contenciosos, pode ser suficiente para entrar em processo de insolvência", justifica.

A centralização dos seguros, que resulta em "encargos elevados suportados pelos clubes", e a "falta de capacidade negocial", dando o exemplo de "falta de 'sponsor' para a II Liga", são outros assuntos destacados pelo Marítimo, que considera não haver sentido "a Liga e a própria FPF (Federação Portuguesa de Futebol) serem entidades concorrentes aos clubes na angariação de 'sponsors'".

Isto tudo leva à conclusão do comunicado maritimista: "Apelamos à reflexão para aferir sobre se deve continuar a existir a LPFP. A gestão do futebol profissional não poderia estar diretamente sob a tutela de um dos departamentos da Federação Portuguesa de Futebol?".

Por Lusa

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