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Marítimo-Varzim, 1-1: Ressaca da Taça tem destas coisas

CRÓNICA

DEPOIS de, brihantemente, ter eliminado o Benfica da Taça de Portugal, o Marítimo não conseguiu mais do que um empate frente ao “lanterna vermelha” Varzim. A ressaca da Taça tem destas coisas e mesmo tendo em conta que a equipa ficou muito cedo reduzida a dez unidades (Bruno viu dois amarelos no espaço de doze minutos), a verdade é que o futebol praticado não justifica mais do que o ponto conquistado.

O Varzim, por seu turno, embora em termos de rendimento não tivesse sido superior, acabou por colher um tónico indispensável para procurar fugir aos últimos lugares da tabela. O treinador José Alberto Costa ainda está numa fase de “contar espingardas” mas ontem ficou já a saber que Quim Berto é reforço a valer.

Quim Berto estreou-se e, curiosamente, marcou o golo dos poveiros, na transformação de um livre directo. Depois, ao cair do pano, viu o segundo amarelo e também recolheu aos balneários.

O jogo, aliás, foi fértil em situações susceptíveis de despertar o público. Duas grandes penalidades, uma desperdiçada e a outra transformada, três jogadores a verem o vermelho e, por acréscimo, algumas decisões da equipa de arbitragem polémicas e por isso mesmo a serem alvo de críticas dos responsáveis das duas formações.

O Marítimo alinhou com dois pontas-de-lança, Quim e Arriola, e dois elementos nos flancos, Kenedy e Alan. As despesas do miolo ficaram a cargo de Bruno e Zeca e a lateral-esquerdo surgiu o brasileiro Ezequias, uma novidade num onze que em relação ao jogo com o Benfica não apresentou Briguel, castigado, André e Fábio (ambos no banco).

Antes da meia hora, depois de Alan ter desperdiçado um “penalty” a castigar mão de Paulo Filipe, os locais perderam Bruno e perderam, sobretudo, o homem que mais faz a ligação entre a defesa e o ataque. Na sequência da falta que originou o segundo amarelo mostrado ao médio da casa, o Varzim marcou e empolgou-se. Um Varzim que até então dera mostras de alguma contenção, com um médio bem defensivo, Rodolfo, um trio que servia de primeiro “tampão” às iniciativas dos locais, formado por Margarido, Paulo Piedade e Mariano, e depois Toni Vidigal e Prokopenko mais na frente.

A perder, Nelo Vingada operou as três substituições ao intervalo e as entradas de Iliev, Luís Olim e André deram mais consistência à equipa. Porém, a este crescimento tem de associar-se, obrigatoriamente, a saída de Paulo Sérgio, também ele a ver o segundo amarelo e a equilibrar numericamente os conjuntos em confronto.

José Alberto Costa precisou de mexer na estrutura, optando por Sérgio Carvalho para preencher a vaga de central. Toni Vidigal “baixou” no terreno e mais tarde Quim Berto “avançou”, conseguindo assim o Varzim livrar-se da pressão constante dos homens da casa.

Mesmo sem ser asfixiante, o “pressing” maritimista podia ter dado frutos se Van der Gaag, André, Arriola e o inconformado Kenedy fossem mais felizes na hora do remate. Mérito também para o guarda-redes Hilário, que só viria a ser batido na conversão de um castigo máximo, desta feita a punir “encosto” – e pareceu que foi só isso mesmo – de Paulo Piedade a Iliev.

Um ponto para cada um, valha isso, num encontro em que o Marítimo ficou aquém do que sabe e pode e o Varzim, possivelmente, arranjou “vitamina” para não soçobrar tão cedo.

A arbitragem de LUÍS MIRANDA pecou pelo segundo “penalty” assinalado, pois não dá ideia de existir falta sobre Iliev. Mostrou ainda amarelos em demasia e Bruno pode queixar-se de ter sido vítima dessa “fobia” das faltas.
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