Nuno Manta: «Aquele segundo golo em alta competição não pode acontecer»

Treinador do Marítimo e a eliminação aos pés do Beira-Mar

• Foto: Hugo Monteiro

Nuno Manta, treinador do Marítimo, considera que o segundo golo do Beira-Mar à beira do fim do prolongamento, que forçou os penáltis - onde os aveirenses acabariam por levar a melhor e seguir em frente na Taça de Portugal -, nunca poderia ter acontecido.

"Primeiro, cometemos um erro que foi deixar o Beira-Mar marcar um golo e isso deu logo muito mais alento ao Beira-Mar e dificultou-nos muito mais a nossa tarefa. Depois, na segunda parte, depois de ter dado a volta ao resultado, ter conseguido ficar em vantagem a terminar o jogo, nunca pensei que iria sair daqui derrotado através dos penáltis também. Faltavam sete minutos, era uma questão de gerir o tempo do jogo, de estarmos organizados defensivamente, não cometer erros individuais e coletivos, que depois dá o golo do Beira-Mar e fica 2-2. Fomos para os penáltis e depois também aí a competência, muitas vezes, vem ao de cima nesses momentos. Parabéns ao Beira-Mar por ter passado a eliminatória. (...) A faltar sete minutos, aquele segundo golo em alta competição não pode acontecer. Não é permitido. São dois erros muito graves. Se formos a analisar bem, os golos que a gente sofre são um pouco consentidos em termos de duelos individuais e de posicionamento que acontece no jogo. Em alta competição isso paga-se caro", lamentou o técnico dos insulares.

"Estava à espera de encontrar este Beira-Mar que encontrámos hoje, porque fizemos a análise do adversário. Os jogadores tinham conhecimento do que o Beira-Mar fazia, o modelo de jogo e a estratégia que o Beira-Mar tem para o seu jogo. Por isso, nem eu nem os jogadores estranhámos o que o Beira-Mar fez. Obviamente, houve momentos em que tivemos que respeitar o nosso adversário, porque tem qualidade e tem valor. Agora, nós, houve momentos não só individualmente, mas coletivamente, que podíamos e devíamos ter feito melhor em alguns momentos. Há ali uma fase em que jogámos muito mais com o coração do que com a cabeça, mas depois na segunda parte fomos para cima, conseguimos controlar o Beira-Mar, conseguimos fazer o golo do empate e depois virámos o jogo para o 1-2", finalizou Nuno Manta.

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