Luther Singh: «O que faço aqui permite-me ajudar a minha família na África do Sul»

Cedido pelo Sp. Braga até ao final da temporada, extremo ainda desconhece o que o futuro lhe reserva depois de terminar o vínculo com o Moreirense

• Foto: José Reis/Movephoto

Cedido pelo Sp. Braga até ao final da temporada, Luther Singh ainda desconhece o que o futuro lhe reserva depois de terminar o vínculo com o Moreirense.

O extremo era um dos elementos mais influentes da equipa até janeiro, altura em que se fraturou o quinto metatarso do pé esquerdo. Lesão debelada em tempos de isolamento social, pelo que estará à disposição de Ricardo Soares no regresso da Liga. Ou seja, ainda a tempo de voltar a mostrar-se ao Sp. Braga. "O meu futuro depende sempre dos planos que o Sp. Braga tem para mim. Não sei se continuo no Moreirense, se regresso, ou se sou novamente emprestado. Tenho mais três anos de contrato, por isso podem acontecer várias coisas diferentes", disse, esta segunda-feira, numa conversa nas redes sociais com Muneer Mather, pós-doutorado em psicologia desportiva na Universidade de Joanesburgo, na África do Sul.

Isolado socialmente, em casa, Luther Singh encontra "motivação todos os dias para trabalhar." "Tenho de o fazer, por mim, e pela minha família. O que faço aqui permite-me ajudar os meus familiares, na África do Sul. Por isso, não posso relaxar. Jogo futebol, faço o que gosto, por isso compete-me ser profissional, apesar de ser muito diferente ter de trabalhar em casa. Tenho de o fazer, primeiro pela minha família, depois por mim".

Com "vontade de regressar em breve" ao seu país natal, o extremo do Moreirense espera "por uma decisão" da Liga para saber o que terá de fazer nos próximos meses. "O campeonato está suspenso, não terminou. A expectativa é que os jogos em falta possam ser disputados", contou aos seus compatriotas.

Luther Singh falou detalhadamente da sua carreira e do percurso que cumpriu até ser descoberto pelo Sp. Braga, no GAIS, da Suécia. E deixou muitos elogios a Portugal. "Pode ser difícil para um jogador africano adaptar-se à Europa, mas eu só posso falar bem de Portugal. Sempre me senti bem recebido em todos os clubes. Neste país sinto-me em casa, ainda para mais a fazer o que mais gosto, que é jogar futebol. O racismo é um tema pertinente, mas em Portugal nunca experienciei qualquer situação dessas", acrescentou.


O avançado, de 22 anos, elegeu o seu primeiro golo como profissional "como o melhor momento da carreira." "Estava na Suécia há algum tempo e poucos dias depois de ter assinado o contrato profissional, após fazer 18 anos, estreei-me a marcar. Recordo-me sempre desse dia, porque depois do caminho que fiz para chegar à Europa ajudou-me a crescer e a ultrapassar as dificuldades de estar longe da minha família."

Por Bruno Freitas
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