Pasinato sem dúvidas: «Jair Bolsonaro tem sido infeliz em algumas declarações»

Brasileiro assume má gestão da pandemia Covid-19 no seu país

• Foto: José Gageiro/movephoto

Mateus Pasinato não tem dúvidas sobre a má gestão da pandemia Covid-19 no seu país, apontando o dedo a Jair Bolsonaro, que "tem sido infeliz em algumas declarações". Impressões do guarda-redes do Moreirense em conversa com os jornalistas por videoconferência, em que Pasinato também falou das suas referências e disse que nunca conseguiria comer morcegos, mas admite provar um dia caracóis e... polvo!

Que análise faz da situação social e política no Brasil provocada por esta pandemia?
"Tenho acompanhado à distância. A pandemia no Brasil não está tão acentuada como em países na Europa. Se não houver prevenção, pode tornar-se uma situação gigantesca. O presidente Jair Bolsonaro tem sido infeliz em algumas declarações, apesar de já ter feito coisas boas. Há coisas que não têm de ser ditas como ele faz. A população tem de se manter consciente e preparada. Esperamos todos sair disto o mais rapidamente possível. A minha família está bem, não há preocupação de maior, só mesmo a saudade e a distância. A minha mãe está sempre preocupada, ainda para mais quando há mais um elemento novo na família. A pandemia é grande, tem de ser levada a sério. A minha esposa é asmática, do grupo de risco. Tenho uma filha recém nascida e um filho de cinco anos, por isso temos de ter todos os cuidados."

Já se imaginou a comer pangolins ou morcegos, os animais que acabaram por transmitir este coronavírus?
"Comigo, isso não vale. Prefiro ficar no básico. Ainda nem provei os caracóis, nem o polvo. Espero experimentar logo que possível."

Quem é o teu ídolo nas balizas, uma posição muito ingrata?
"A nossa posição é muito de altos e baixos, inconstante. Precisamos de ter muita concentração para corresponder às expectativas. Sou da geração do Brasil pentacampeão, do Marcus, Rogério Ceni, Dida, devo-lhes muito. Ainda joguei contra Rogério Ceni, ele teve uma falta contra nós, cobrou-a, mas não deu golo. O Oliver Kahn, carrasco do Brasil, também é uma referência do passado. Allison, Ter Stegen e Oblak são as referências da atualidade. Refiro Oblak, por comparação com Cortouis, pela sua regularidade, a postura que tem dentro do campo é impressionante. O Allison está a viver um momento impressionante, é histórico."

Acha-se mais parecido com qual desses três?
"É difícil colocar-me nessas comparações, é mais fácil para vocês. Inspiro-me bastante na postura do Allison, mas procuro tirar referências dos três."

O que ainda falta fazer na sua carreira?
"Todos os jogadores têm grandes objetivos. O Moreirense confiou no meu trabalho, ofereceu toda a estrutura para poder dar o meu melhor. Temos todas as condições pera dar o nosso melhor dentro de campo e assim conquistar algo mais na carreira. Todos os jogadores querem ter uma grande experiência num grande clube, em grandes campeonatos, não deixa de ser um grande objetivo. Ajudando o Moreirense, o Moreirense ajuda-me a chegar ainda mais longe."

Por Bruno Freitas
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