Pepa: «Não fugimos às responsabilidades»

Treinador aborda ciclo negativo da equipa

• Foto: Lusa

Pepa abordou a derrota deste domingo no Bessa dizendo que o lance do penálti desperdiçado pela sua equipa marcou a partida.

"Entrámos bem no jogo. Sabíamos que a equipa menos tranquila ou mais ansiosa iria ter dificuldades, ou seja, a equipa que conseguisse controlar a ansiedade iria estar mais próxima de vencer. E nós entrámos tranquilos e a controlar o jogo. Chegámos com relativa facilidade ao último terço e tivemos nos primeiros 20/25 minutos uma bola no poste, mais uma bola isolada do nosso ponta de lança na pequena área e o lance do penálti. O lance do penálti marca o jogo. O Boavista cresceu e começou a tomar conta do jogo e nós ficámos intranquilos. A verdade é que o Boavista, na primeira vez que chegou à nossa área, fez golo. O Boavista ficou por cima, mais confiante e nós abanámos nos últimos 10 minutos da primeira parte. Voltámos a entrar fortes na segunda, conseguimos chegar mais uma vez ao último terço, com cantos, livres, cruzamentos, remates, mas não conseguimos enquadrar com a baliza. O jogo resume-se muito aos primeiros 30 minutos e às três grandes oportunidades que tivemos, mas fizemos e pagámos muito caro com o resultado", disse o técnico.

O treinador dos cónegos foi depois questionado sobre se sente o lugar em risco, mas este preferiu centrar-se nas questões que, garante, realmente importam: "O lugar [de treinador] está em risco a partir do momento que se opta por esta vida e por esta profissão. Essas questões para mim passam completamente ao lado, porque o foco é no trabalho, é no grupo de trabalho, é nos jogadores e é no clube. Agora, não fugimos às responsabilidades e a dificuldade que é estar neste momento com cinco derrotas seguidas. Preocupa-me pela qualidade de trabalho que nós temos, por aquilo que nós fazemos todos os dias, pelas pessoas que trabalham connosco. Isso, sim, preocupa-me. Porque é de todo injusto o que tem acontecido. No futebol ninguém nos vai dar a mão a nada. Temos de ser nós mesmos. Portanto admito que é difícil, mas o caminho não é meter a cabeça debaixo da areia, antes pelo contrário, temos uma revolta interior muito grande pelo que está a acontecer".

Por Lusa e Luís Miroto Simões
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Moreirense

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.