António Filipe convidado a ficar no Nacional

Presidente Rui Alves revelou ainda a saída de alguns jogadores que têm contrato

• Foto: Nuno Gomes

Rui Alves, atual presidente do Nacional, vai-se desdobrando entre a campanha que vai realizando para as eleições nacionalistas que estão agendadas para o próximo dia 1 de junho e a preparação do plantel para a próxima temporada, onde os insulares querem ter um plantel que possa lutar pelo regresso ao escalão principal do futebol português.

Ao final da tarde desta terça-feira, concluiu-se o segundo dia de reuniões com os jogadores, tendo feito um ponto da situação: "Há atletas que terminam o seu vínculo contratual e nós teríamos de decidir se seria nossa vontade de apresentar uma proposta para a sua continuidade. Nesta categoria, o único jogador que o clube manifestou interesse em continuar foi o guarda-redes António Filipe". Depois, "há outros atletas que têm contrato, uns que, é nosso desejo que continuem, e outros, pelos contratos que têm em termos de valores, quer também pela questão técnico-desportiva, estamos a procurar soluções para o seu futuro."  

Quanto a nomes nesta situação de dispensáveis, o líder alvinegro foi claro: "Não me parece correto estar a revelar os seus nomes, mas todo esse trabalho irá decorrer em consonância com os seus agentes, face aos contactos que iremos estabelecer. É algo complicado, pois os atletas procuram sempre proteger essa parte económica associada, às vezes pensando mais até nesse factor do que na própria carreira. Torna-se um processo algo moroso e só com a construção dos diferentes plantéis é que as coisas se poderão desenvolver. Transmitimos como sempre de forma clara, aquilo que pensamos", frisou. 

Boa base para atacar a subida

Questionado se estas escolhas já tinham o aval de Sérgio Vieira, o presidente nacionalista revelou que "esta decisão é já com o parecer do novo treinador, pois na primeira reunião que tivemos, houve a oportunidade de abordar e fazer um rastreio do plantel, quer quem tem contrato, quer aqueles que terminam. Vamos fazer um esforço dentro do quadro orçamental que terá uma redução enorme, mas dentro de um equilíbrio responsável, vamos encontrar as melhores soluções".

Rui Alves mostrou-se confiante na construção de um plantel que dê garantias para lutar pela subida à Liga NOS: "Se conseguirmos resolver essas questões dos jogadores que têm contrato, mas que não é nossa intenção que prossigam a sua carreira cá, os restantes vão ser uma base de partida interessante e que corresponde a um esforço financeiro muito grande por parte do Nacional."

Um treinador com subidas

Após a consumação da saída de Manuel Machado à frente dos destinos da equipa, o presidente revelou esta tarde, o que pesou para a escolha ter recaído em Sérgio Vieira.

"Quando analisamos a escolha de um treinador, procuramos o currículo que possa ter ao longo da sua carreira, para determinar uma primeira avaliação, depois fomos ouvindo diversas opiniões dos contactos que o treinador teve com vários empresários e ouvindo diversas opiniões. No conjunto, tomamos uma decisão. Todos aqueles que podíamos enquadrar naquilo que é a nossa ambição para a próxima época, entendemos que o Sérgio Vieira, corresponde na perfeição se pudermos falar assim", afirmou.

E foi mais longe: "Esse currículo de já ter subido dois clubes, de alguma maneira influenciou. Isso acontecia também com o malogrado Vítor Oliveira, infelizmente já falecido, que era um pouco escolhido por já ter subido por diversas vezes vários clubes. Um treinador que já tenha tido uma experiência numa subida de divisão, naturalmente, mesmo sem o desenho final do projeto, aproxima-se mais daquilo que será o seu desafio e isso ajuda", vincou.

Presidente da SAD até dezembro

Rui Alves recandidatou-se à liderança do clube madeirense e vai a votos. Mas este responsável, é o presidente da SAD alvinegra, com o seu mandato a terminar apenas em dezembro deste ano. Assim, é legítimo não perder tempo na preparação da próxima época.

"O grande problema da abordagem de questões do futebol versus o período eleitoral, é que não era possível parar tudo, não fazendo reuniões com os jogadores, o clube corria o risco de acordar sem ter soluções para nada. Por outro lado, só para lembrar a quem não sabe, que a instituição não é única. Ela tem duas estruturas, quase independentes, que são o clube e a SAD. Estas eleições são para o clube, pois o mandato dos administradores da SAD termina em dezembro e isso impõem-nos responsabilidades  naquilo que naturalmente temos vindo a fazer", finalizou.

Por João Manuel Fernandes
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