Estala a 'guerra' no Nacional: Rui Alves considera que lista de Daniel Meneses está ilegal

O atual líder nacionalista deixou no ar a ideia que poderá concorrer sem oposição

• Foto: José Reis / Movephoto

O dia 1 de junho é a data para eleger a nova direção do Nacional, que irá liderar o clube para o triénio de 2021-2024. Ontem, Rui Alves fez a entrega oficial da sua lista, e hoje, foi a vez do outro candidato, Daniel Meneses, também confirmar a sua candidatura, entregando durante a tarde, na sede do clube, a sua lista concorrente ao ato eleitoral, sendo apoiada por 138 assinaturas. À saída deste ato de entrega, reforçou a ideia que "esta é uma lista alternativa, lista de futuro, lista de projeto essencialmente", revelando ainda "desconhecer o número de sócios  com capacidade efetiva de poder votar". Depois, revelou que o presidente da Assembleia Geral, Miguel Sousa, também desconhece quantos sócios estão com a sua situação regular. E assegurou que irá até ao fim com a sua candidatura. No ato da entrega, Daniel Meneses fez-se acompanhar  por alguns elementos da sua candidatura, com destaque para Simplício Pestana, o sócio mais antigo dos nacionalistas e candidato à presidência da Assembleia Geral.

Aquando dessa entrega, Daniel Meneses, "disparou" algumas críticas à oposição, revelando que "muitos sócios admitiram que gostariam de assinar, mas que não  o podiam fazer", dando a entender  haver pressão e até medo junto dos sócios. E Rui Alves respondeu à letra: "O sócio Daniel Meneses, de bom entendedor, não tem nada. É completamente falso que alguma vez, eu  ou alguém  da minha direção tenha criado qualquer embaraço. Posso dizer que as subscrições feitas na minha lista, eu não fui atrás de nenhum sócio. O corpo diretivo que me acompanha é que tratou do assunto, de forma a eu ficar até distante desse tipo de acusações.

"Vamos ver se há adversário"

O atual líder nacionalista deixou no ar a ideia que poderá concorrer sem oposição. "Vamos ver se há adversário. Apesar do terrorismo eleitoral que está a acontecer na sede do clube, protagonizado pelo presidente da assembleia geral, que quer a todo custo, praticar ilegalidades estatutárias para viabilizar esta lista, neste momento, ela tem todas as condições para ser rejeitada. Não tem nenhuma subscrição válida e tem até tem uma subscrição de um menor, é para verem o que seria o Nacional comandado por esta gente. É por causa disso que eu me candidatei, desde 1994 até agora construiu-se um clube e em muito pouco têm se pode destruí-lo e colocá-lo novamente na antecâmara da morte", afirmou  Rui Alves.

Quanto a outra crítica feita pelo seu opositor, não é sabido quantos sócios estão em condições de votar: "O representante dos sócios é o presidente da assembleia geral e essa pergunta deve-lhe ser dirigida. E como o sócio Daniel Meneses esteve em contacto e teve as promessas que o presidente da assembleia geral fecharia os olhos às ilegalidades estatutárias na apresentação da sua candidatura, naturalmente, tinha todas as condições para obter essa informação. Não sabe o número de sócios, como não sabe de outras coisas. A única coisa que sabe é tentar que a ilegalidade deste ato eleitoral aconteça". E endureceu as críticas à possível oposição: "Muitos sócios indicados nem têm as cotas em dia e isto era uma condição estatutária, pois no dia dessa subscrição teria de ter, para poder fazer parte de uma lista.  Estão a tentar a todo custo regularizar cotas na próxima segunda-feira, o que não vai acontecer, pois vão ser dadas instruções claras à funcionária para entre o dia 21 de Maio e o dia do ato eleitoral, não haverá regularização de cotas no Nacional".

"Não quero ser acusado de abandonar o barco"

Para Rui Alves, era bom que o ato eleitoral contasse com duas listas. E explicou: "Eu gostaria que houvesse duas candidaturas. Os sócios teriam a oportunidade de ter a responsabilidade do que seria o futuro do clube. Não quereria que no futuro fosse acusado de ter abandonado o barco. Se os sócios entenderem que assim não deve ser, eu não posso ser acusado de nada, aliás, cheguei ao clube com zero de infraestruturas e um passivo de 3 milhões de euros e na antecâmara da morte. Neste momento, o ativo do Nacional são 30 milhões de euros e quem tomar conta da casa não tem passivo. Isto é que são realidades e não é essas tretas de mal dizer de pessoas que lhes falta tudo para serem dirigentes. Aliás, só vieram regularizar as cotas por causa do ato eleitoral".

Por João Manuel Fernandes
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