Coronavírus: Preparador físico do Paços de Ferreira diz que o "desafio enorme"

Pedro Oliveira promete ter "a equipa pronta" no regresso da  Liga NOS, no final do mês

• Foto: DR Record

Pedro Oliveira, preparador físico do Paços de Ferreira, disse este sábado que as condicionantes provocadas pelo covid-19 constituem um "enorme desafio", mas promete ter "a equipa pronta" no regresso da  Liga NOS, no final do mês.

"Todos os jogadores vieram em condições muito piores aos momentos pré-covid. Estamos numa fase de adaptação ao esforço, em que damos alguns estímulos e há até mesmo uma adaptação às regras [da Direção-Geral de Saúde]. Há muita coisa nova e acaba por ser um desafio", disse Pedro Oliveira, em declarações à agência Lusa.

Independentemente de terem levado trabalho de casa, a vivência em casas, com espaços exteriores, ou apartamentos acaba sempre por influenciar a resposta dos jogadores às exigências dos treinos, apenas reiniciados na segunda-feira e nesta fase ainda de forma individualizada.

Pedro Oliveira, de 27 anos, até elogia os atletas, considerando que estão "um bocadinho melhores dentro da esperada deficiência física", ao nível sobretudo da "força, velocidade e capacidade aeróbica", mas alerta para os riscos desta espécie de pré-temporada.

"Numa situação normal, sem competição, os jogadores estão a mexer-se e continuam em movimento. Depois, com o regresso aos treinos, realizam-se muitos jogos amigáveis, o que agora também não vai acontecer. É muito difícil, por um lado, cumprir as normas da Direção-Geral de Saúde (DGS) e, por outro, dar as cargas certas aos atletas", defendeu.

Para o preparador físico, a intensidade de jogos num curto período de competição "vai deixar marcas" e provocar "um altíssimo risco de lesões". Nesse sentido, diz que levará vantagem quem conseguir "andar sempre no fio navalha", "gerindo melhor as cargas nos treinos e nos jogos, e ter mais jogadores disponíveis para jogar".

"Considero muito benéfica a possibilidade de podermos passar a realizar cinco substituições por jogo, porque isso permite ao treinador ter uma outra abordagem. Isto não se resume ao primeiro jogo, além de que, com uma intensidade de jogos muito grande, vai ser cada vez mais difícil ter jogadores a 100 por cento e totalmente recuperados para jogar", analisou Pedro Oliveira.

Outra coisa é a vertente competitiva e a verdade desportiva.

"A partir do momento em que há equipas a treinar mais cedo, em que há condições diferentes nos clubes e até formas diferentes de interpretar o que diz Direção-Geral da Saúde, a verdade desportiva fica um bocado alterada. Os clubes com mais condições puderam fazer o trabalho de outra forma, os outros têm que improvisar e ir por outros caminhos, mas o papel das equipas técnicas é, também, potenciar ao máximo aquilo que há nos clubes", afirmou.

Pedro Oliveira diz que o Paços conta com "infraestruturas fantásticas" de trabalho (os jogadores foram divididos em dois grupos e distribuídos pelos três relvados naturais) e, por isso, assegura que "a equipa vai estar pronta" para o recomeço do campeonato. Até lá mantém-se o plano de trabalho, em consonância com as orientações da DGS e do departamento médico do clube, prevendo-se treinos setoriais na próxima semana.

"Entendemos que, depois destes treinos mais individuais, teremos de avançar para treinos mais setoriais, aumentando o número de jogadores pelo espaço, até ao momento em que teremos de juntar o plantel todo e haver contacto, haver treino propriamente dito e competição, porque é isso que nos vai dar preparação para o jogo", concluiu.

Por Lusa
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