Histórico do P. Ferreira trocou a bola pelo volante: «A vida deu uma volta e tive de 'dar à perna'»

Adalberto diz que está "bem resolvido" com a mudança e mostra confiança no futuro

• Foto: Carlos Gonçalves

Adalberto, antiga glória do Paços de Ferreira, disse hoje que "só uma proposta muito boa" o levaria a trocar a estabilidade do emprego de motorista numa empresa de transportes pelo regresso ao futebol.

"A vida deu uma volta e tive de 'dar à perna', mas as coisas agora estão a correr bem. Fez em março três anos que sou motorista na empresa de viação e estou bem. Para deixar o emprego e regressar ao futebol só com uma proposta muito boa e compensadora", disse Adalberto, em declarações à agência Lusa.

Para 'matar o vício' do futebol, Adalberto treina os veteranos do Paços de Ferreira, clube que representou 23 anos como atleta e "mais uns quatro ou cinco" na estrutura técnica, mas num treino rompeu o tendão de Aquiles e teve de ser operado.

"Já estou de baixa há dois meses. No dia 07 [hoje], tiro o gesso, começo a fisioterapia e dentro de um mês ou mês e meio devo estar apto a poder conduzir de novo", revelou.

Na altura, o novo coronavírus só era conhecido da China, relembrou o histórico capitão pacense, de 51 anos, hoje "muito preocupado" com o "inimigo invisível".

"A empresa entrou, entretanto, em 'lay-off' e só estão a operar com três ou quatro colegas. Fazem viagens para o Porto e, mais recentemente, para uma empresa de confeções em Penafiel. Vejo-os de casa a passar de máscaras e luvas, mas nunca é fácil para quem conduz os transportes. É muita gente a entrar e não sabemos onde pode estar o vírus", referiu.

O antigo central, que só representou o Paços na sua carreira, assegurou também que está "bem resolvido" com a vida e a profissão, bem diferente da que levava até 2013, altura em que se desligou do futebol mais a sério, quando treinava o Amarante.

"Vou para o parque às 06:00/06:15 e às 06:45 estou a sair e a começar a carreira. Já me habituei, mas, se fosse preciso, trabalhava em qualquer coisa. Aliás, cheguei a andar uns tempos com o meu irmão e ainda fiz duas semanas no IKEA antes de ir para França, onde passei dois anos e meio numa fábrica, no duro. Choque grande só foi quando o Paços abdicou dos meus serviços", contou.

Adalberto não escondeu que andou "uns tempos em baixo", sem nunca confundir as pessoas e o Paços, que continua acompanhar e a quem elogiou a recuperação classificativa, embora, por conta da pandemia, defenda a suspensão definitiva das ligas profissionais de futebol.

"Acho que vai ser tudo muito diferente [com o regresso das ligas], pois [jogar à porta fechada] é como fazer treinos à porta fechada. Não há motivação nenhuma para os jogadores e, embora reconheça que estão em causa muitas coisas, nomeadamente de ordem financeira, acho sinceramente que deveríamos ficar por aqui", concluiu.

Com a declaração de pandemia, em 11 de março, inicialmente alguns eventos desportivos foram disputados sem público, mas, depois, começaram a ser cancelados, adiados - nomeadamente os Jogos Olímpicos Tóquio2020, o Euro2020 e a Copa América - ou suspensos, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais de todas as modalidades.

Os campeonatos de futebol de França e Países Baixos foram, entretanto, cancelados, enquanto países como Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal preparam o regresso à competição.

Por Lusa

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