Paulo Meneses com "sérias dúvidas" sobre o plano de retoma da Liga

Presidente do P. Ferreira fala de um conjunto de "situações que deviam estar pré-definidas"

• Foto: Carlos Gonçalves

Em entrevista à Sport TV +, esta noite, Paulo Meneses levantou "sérias dúvidas" em relação aos procedimentos previstos para a realização das últimas dez jornadas da Liga NOS.

"O P. Ferreira é um clube que está convencido de que o melhor que pode acontecer é que seja possível acabar os campeonatos. Mas a questão que se coloca não é a vontade do Paços, mas sim as condições para que isso suceda. E aquilo que nós temos sérias dúvidas e reservas é que isso possa acontecer nas condições ideais. Vejo com alguma preocupação que se aligeire algumas apreciações que hoje parecem estar em completa contradição com o que foi o início de todo o processo", começou por dizer Paulo Meneses.

"Desde logo a forma como se poderá proceder relativamente a um infetado que possa jogar numa equipa. Há todo um conjunto de situações que me parecem que deviam estar pré-definidas para nós sabermos à partida quais as regras que nos esperam e consequências de determinados atos para que possamos concluir a época", explicou o líder pacense, antes de comentar o plano de retoma elaborado pela Liga.

"Os clubes da 1.ª e 2.ª Ligas terão sido todos convidados para dar o contributo a esse plano, mas eu discordo pessoalmente de muitos pontos. Já o fiz saber no seio da Liga, que discordo de muitos pontos. Não consigo perceber como é que a DGS andou a vender muito bem aos portugueses que, no caso de ter contacto com alguém eventualmente infetado, teria de ficar em quarentena e, no plano de hoje o que é indicado é que um atleta que tenha uma situação positiva o que se faz é isolar o atleta e os outros continuam em atividade", apontou Paulo Meneses.

"Dizia-me alguém há dias que o Paços vai jogar com o V. Setúbal. Nesse jogo há um infetado, a administração regional de saúde do Porto pode entender que o Paços tem de ficar em quarentena com os atletas completamente isolados, mas por outro lado a administração de saúde do sul pode entender que não há essa necessidade. Olhamos para isto com ligeireza...", disse ainda.

"E se a Liga tiver de ser de novo interrompida? Vamos esperar mais um mês ou terá de estar previsto já o que terá de ser feito se isso acontecer? O que acontece se três guarda-redes ficarem infetados? Antes de entrarmos no jogo temos de ter as regras perfeitamente definidas. De todo, não estão definidas", referiu Paulo Menses, antes de lançar uma questão sobre os contratos dos jogadores.

"Há recomendações para que os jogadores possam estender os contratos, mas ninguém pode garantir que por haver essa recomendação o jogador vai jogar. Porque não é obrigado e não existe nenhuma instância que o possa obrigar a jogar. O que é que vai acontecer se o jogador se recusar a jogar? O P. Ferreira tem 14 ou 15 em final de contrato. E se isso acontecer?", atirou Paulo Meneses.

Por André Gonçalves
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