Presidente do P. Ferreira não cala a revolta e acusa Liga de mentir

Paulo Meneses deixa mesmo o desafio para que seja publicado o relatório do árbitro

• Foto: Carlos Gonçalves

Paulo Meneses não cala a revolta face ao que sucedeu nos Açores. O presidente dos castores acusa a Liga de mentir no que diz respeito ao adiamento do jogo com o Santa Clara (acabou por se realizar no domingo) e deixa mesmo o desafio para que seja publicado o relatório do árbitro.

"A Liga não pode fazer um comunicado mentindo e faltando à verdade, alegando factos que não são verdadeiros. E desafio qualquer pessoa, nomeadamente a Liga em concreto, a publicar o relatório do árbitro, arranjar forma de o fazer e compará-lo com aquilo que foi o seu comunicado. Vamos verificar de certeza absoluta que aquilo que corresponde à verdade não é o que foi comunicado para fora, e que teria sido por causa das condições climatéricas. Por essas questões não controlamos, mas controlamos os regulamentos e não os aplicamos porque não queremos", disse a Record.

"Nós, agentes do futebol, não podemos olhar para o lado e fazer de conta que as coisas não se passam connosco. Temos que assumir as nossas responsabilidades e, mais do que o Santa Clara, que poderá tentar imiscuir-se de responsabilidades, a verdade é que a Liga está na posse de todos os elementos que lhe permitem e obrigam a agir em conformidade. E esta é a minha maior luta. A Liga tem essa obrigação e não pode esconder-se", prosseguiu.

Paulo Meneses explica os motivos da indignação pacense e aponta aos que dizem os regulamentos.
"No primeiro dia em que estava agendado o jogo, o FC Paços de Ferreira fez saber que iria reagir. Temos muitas vezes a ideia de que o futebol em Portugal é de primeiro a nível europeu, mas de facto não é. E isso quando temos regulamentos, normas, órgãos que devem aplicar esses regulamentos, assistimos na televisão a sacos de cal viva para marcar um campo. Está proibido há mais de 15 anos, com danos para a integridade física dos jogadores. Não se percebe quando se vê alguém dizer que esse saco apenas serviu para transportar um determinado material e depois chegamos à conclusão que a pessoa que utilizou aquele material o abriu no próprio campo. Estamos a falar de uma Liga de clubes, não de uma liga do terceiro mundo, o que é lamentável."

Por José Santos
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