Fernando Rocha quer prosseguir obra

Recandidata-se à presidência do clube que lidera há 12 anos

• Foto: Pedro Noel da Luz

Fernando Rocha recandidata-se à presidência do Portimonense (estão marcadas eleições para o próximo dia 19 de abril) e anunciou esta terça-feira que deseja "dar continuidade à obra realizada nos últimos 12 anos e virar mais o clube para a cidade, dando também melhores condições às diversas secções existentes (futebol juvenil, futsal, basquetebol e veteranos)".

"Já estamos a construir mais um (o segundo) campo de futebol sintético no espaço há longos anos cedido pelo major David Neto e pretendemos recuperar totalmente aquele espaço", adiantou Fernando Rocha, acrescentando que a construção de uma pista de atletismo "é desejada pela Câmara Municipal de Portimão, no âmbito de Portimão Cidade Europeia do Desporto 2019 e ali existem todas as condições para implementar essa obra".

Fernando Rocha salienta que tem "uma relação muito próxima com a presidente da Câmara, Isilda Gomes, e queremos aproveitar o comboio da Cidade Europreia do Desporto para resolver o que sozinhos não conseguiremos".

A construção de um centro médico "é um sonho que alimento, de forma a apoiarmos todas as nossas modalidades", acrescentou o atual líder do Portimonense e candidato às próximas eleições, que admite a criação de outras secções "desde que nos sejam apresentados projetos por pessoas que assumam a responsabilidade dos mesmos".

Fernando Rocha congratulou-se com a presença na sua lista "de pessoas ligadas ao futsal, basquetebol e futebol juvenil, que reconhecem o esforço desenvolvido ao longo dos últimos anos e estão ao lado desta lista" e anunciou um maior apoio aos veteranos: "Queremos que sejam parte integrante da vida do clube e que transportem para o futebol juvenil a mística deste emblema. A primeira pessoa a convidar para esse projeto será Balacó (antigo defesa-central nos anos 80, a década dourada do Portimonense), que por problemas que nos ultrapassam perdeu a sua moradia e merece ser tratado com respeito e dignidade, por tudo quanto deu a este clube".

Rocha garante que, há 12 anos, encontrou "um clube à beira da falência, com um passivo na ordem dos dois milhões e meio de euros". "Já tive desafios exigentes do ponto de vista profissional mas nunca um como aquele que vim encontrar no Portimonense, pois os credores pressionavam-nos todos os dias e estavam sempre a surgir dívidas que desconhecíamos, mas conseguimos gerir o passivo e manter o clube a navegar".
No futebol profissional "as coisas correram bem e conseguimos subir duas vezes. Por imperativos legais tivemos, a dado passo, de avançar para a criação de uma SAD e escolhi as pessoas certas, como está a provar-se, com a desconfiança inicial a desvanecer-se aos poucos".

Theodoro Fonseca, acionista maioritário da SAD (o clube detém a percentagem mínima, 10 por cento), "acreditou no meu projeto e eu acreditei nele e somos hoje, a nível nacional, um exemplo de sucesso. Não haverá na Liga NOS muitos emblemas com as condições desportivas e financeiras que o Portimonense apresenta", sustenta Fernando Rocha.

Entre elogios às pessoas das várias secções que integram a lista ou apoiam a mesma, Rocha diz que o Portimonense "é agora um clube apetecível, pois com o recurso a um processo especial de revitalização (PER) as dívidas ficaram reduzidas a 300 mil euros e serão pagas faseadamente. Feito este trabalho, convenci algumas pessoas que já faziam parte dos corpos sociais e outras que irão entrar agora, se ganharmos, para fazermos mais um esforço e desenvolvermos um trabalho seguramente profícuo, por dispormos, finalmente, de outras condições e não termos a montanha de um passivo muito elevado como ameaça permanente".

Para Rocha, "os clubes são apetecíveis quando estão de boa saúde mas quando estão para acabar, como sucedeu há 12 anos, ninguém os quer. E logo que tudo se resolve as pessoas aparecem...", numa alusão implícita ao surgimento de outra lista, liderada por João Gamboa, vice-presidente do elenco que vai cessar funções.

O atual líder e candidato à presidência do Portimonense diz que "há duas formas das pessoas serem conhecidas: ou vão para um clube ou assaltam um banco. Se decidem ir para a liderança de um clube e não estão preparados é um problema sério e talvez mais valha a pena assaltar um banco, pois sempre podem dizer, depois, que era a brincar e só queriam mesmo ser conhecidos..."

O aparecimento de outra lista "é um direito dos sócios que integram a mesma" e Fernando Rocha admite que "podem não gostar da minha forma de gerir mas não podem dizer que a direção que vai cessar funções não apoiou as modalidades, quando faziam parte da mesma e tinham responsabilidades".

O PER "foi aprovado após várias reclamações que atrasaram o processo e logo que isso sucedeu foram fechadas as contas e marcadas eleições, pois não faria sentido estarmos a dar passos sem termos a situação económica do clube resolvida. Caso o PER não fosse aprovado, não estaríamos com este discurso mas sim com o mesmo de há 12 anos, nos quais, por força do passivo, a preocupação maior passou sempre pela gestão corrente", sustenta Fernando Rocha.

Carlos Bicheiro, candidato à liderança do conselho fiscal, garantiu que sem o PER aprovado "o Portimonense não teria possibilidades de sobrevivência, até porque já um credor pedida a insolvência e outros poderiam seguir o mesmo caminho". João Tavares é o candidato à presidência da assembleia geral.

Por Armando Alves
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Portimonense

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.