Theodoro Fonseca: «Venda de Nakajima alimenta o projeto por pelo menos dez anos»

Acionista maioritário da SAD do Portimonense diz que Tabata recusou oferta do Palmeiras e quer continuidade de Jackson

Theodoro Fonseca
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O principal acionista da SAD do Portimonense, Theodoro Fonseca, garante que "não é a necessário vender mais ninguém, pois a transferência de Nakajima (para o Al Duhail, do Qatar, em janeiro) alimenta o nosso projeto por pelo menos dez anos".

O responsável dos alvinegros pretende "manter os principais jogadores do plantel, que têm, todos, cláusulas de rescisão altas, entre os 30 e os 40 milhões de euros, mas mesmo assim não posso garantir a continuidade de ninguém", referiu, numa extensa entrevista ao site brasileiro goal.

Theodoro Fonseca dá como exemplo Bruno Tabata, que está ao serviço da seleção olímpica do Brasil, tendo assinalado a estreia com um golo e uma assistência. "É um fora de série e o assédio é enorme. Passou por cima de diversos problemas familiares e está pronto para qualquer desafio profissional. Tivemos agora uma proposta do Palmeiras, rejeitada, pois o jogador não pretende regressar ao Brasil", referiu.

O Portimonense, com Tabata e Lucas Fernandes no grupo, é, anote-se, e a par do Corinthians, o clube com mais jogadores na seleção olímpica do Brasil que disputa o Torneio de Toulon.

O acionista maioritário da SAD orgulha-se da recuperação de Jacson Martínez para o futebol. "Esteve sem jogar dois anos, devido a uma grave lesão no tornozela esquerdo e era uma incógnita. O nosso departamento médico conseguiu recuperá-lo. Falaram que tínhamos contratado um aleijado, um velho, e que queríamos apenas fazer publicidade. Felizmente ele casou bem com o nosso lema: vencer sempre, perder talvez e desistir jamais e a superação dele foi enorme, além de ter sido fundamental para os jogadores mais novos", assinala Theodoro Fonseca.

Jackson "era o que faltava para atingirmos um nível internacional mas, sinceramente, não foi nada de propósito", adiantou Theodoro Fonseca, que espera manter o colombiano em Portimão: "Já conversámos e quero que ele fique connosco mais dois ou três e depois seja embaixador do Portimonense pelo mundo. No entanto, há clubes do da Austrália e do México, assim como o Santos, do Brasil, interessados nele".

Olhando para o trabalho realizado na SAD, Theodoro Fonseca refere que "temos um projeto inspirado no São Paulo (o clube brasileiro é o principal campo de recrutamento do Portimonense), na estrutura da Cotia, na forte aposta nos jovens... Sempre quis ter um clube e sempre com a mesma linha do São Paulo. O São Paulo é o nosso exemplo, com um toque de disciplina japonesa. Gosto de lapidar jogadores novos".

O responsável da SAD alvinegra conta que "o clube estava para acabar e entrei aqui sem nada, sem centro de treinos, sem um estádio em condições. Fizemos um trabalho muito forte e a nossa estrutura é hoje invejável, com profissionais de alto nível, a ponto de não perdermos para nenhum dos grandes de Portugal".

O site goal refere que o Portimonense tem um orçamento entre os dois e os três milhões de euros e aborda a relação, nem sempre pacífica, entre a SAD e os adeptos. "Sempre procurámos fazer as coisas da forma correta. Crescemos quando a Câmara de Portimão começou a apoiar mais e fechámos, então, um contrato de utilização por 50 anos do estádio e, em seguida, fizemos o centro de treinos. Posso dizer que tenho atualmente 70 a 90 por cento da população a meu lado mas sei também que há uns dez por cento que continuam desconfiados, principalmente por causa da aposta nos atletas brasileiros", analisa Theodoro Fonseca.

 

Por Armando Alves
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