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Benfica-Rio Ave, 2-2: Mais água na engrenagem

CRÓNICA

O Rio Ave seguiu-se à deslocação ao campo da Naval e à visita do Villarreal, o tal “submarino amarelo”. Resultado: terceiro jogo do Benfica sem ganhar. Conclusão: a águia dá-se mal com tudo o que mete água.

Decididamente, António Sousa é “persona non grata” na Luz. Ali ganhou com o Beira-Mar e ontem esteve quase a repetir a “gracinha” com o Rio Ave. Não fosse o pé quente de Petit (dois livres, dois golos) e a esta hora o Benfica estaria a lamentar uma derrota que, em boa verdade, não merecia.

Erros

O mérito não é só do Rio Ave. Houve também alguma ajuda de um Santos, José Carlos de seu nome próprio que ontem foi o assistente de Paulo Pereira. À sua conta o Benfica viu serem anulados dois lances de muito perigo para Mora por foras-de-jogo tirados a Léo e Nuno Gomes que não existiram. O pior foi que Santos não tirou aquele que deveria ter tirado, quando Gaúcho saiu de posição irregular para amortecer a bola para Chidi no lance do segundo golo do Rio Ave.

Cometeu erros a equipa de arbitragem e o Benfica também. Nesse mesmo lance, por exemplo, como foi possível João Pereira deixar Milhazes tão solto para ele fazer o cruzamento tão à vontade? Pois, mas houve mais...

Sem Simão

Marcada pela ausência de Simão, o onze de Koeman também não incluiu Anderson e Manuel Fernandes. Se no eixo da defesa não houve crise, no meio-campo houve falta de dinâmica durante muito tempo. Com Beto as coisas andam, mas andam devagarinho. Ele até teve uma excelente ocasião (proporcionada por Karagounis), mas Zé Gomes tirou-lhe a bola no último momento.

Quem fez de Simão foi Geovanni. Fez, é força de expressão. Fez o que pôde e até começou bem. Mas cedo começou a perder terreno para essa força da natureza (e da técnica também) que se chama Zé Gomes. O lateral direito do Rio Ave “criou” o lance do 0-1 (um golaço de Cleiton) numa altura em que os vila-condenses conseguiam ter mais tempo a bola nos pés. No terceiro remate à baliza, fizeram o golo.

O problema do Benfica não se resumia à ausência de Simão. Também lá “faltou” Nélson. O lateral-sensação, que corre, finta, cruza, remata, fazendo tudo isso bem feito, ficou “bloqueado” pelo extremo do Rio Ave (Cleiton) e ficou a ver João Pereira ser incapaz de romper e levar jogo até à linha de cabeceira.

Petit I

Não houve muita coisa no Benfica (e viu-se sobretudo muito cansaço) mas não faltou Petit. Um livre sobre a linha da área (Karagounis foi ceifado no limite) levou os benfiquistas a pedirem “penalty”. Um livre ali para Petit é como se fosse um “penalty”.

O golo deu “acendeu” a Luz, mas além de encostar o Rio Ave às cordas o Benfica pouco mais conseguiu.

Chi...di!

O assalto estaria reservado para a 2ª parte. O Benfica em cinco minutos consegue quatro cantos mas o Rio Ave, na primeira vez que subiu à baliza encarnada, obrigou Nereu a ceder com dificuldade um canto. No desenvolvimento, Milhazes cruzou, Gaúcho saiu da posição de fora-de-jogo e Chidi estoirou para o golo. De repente, voltava o pesadelo.

Petit II

Karyaka substituiu Karagounis e pouco depois entrou Mantorras. O Benfica ataca com tudo. Agora já com Nélson e com Nuno Assis também, mas apesar da pressão a bola andou longe de Mora. Até Petit ter novo livre. O empate estava feito e quase esteve desfeito com um disparo de Nuno Assis e, verdade seja dita, pela cabeça de Evandro também.
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