Carlos Carvalhal: «Pensava estar nesta altura em Inglaterra»

Treinador respondeu a questões durante duas horas e deixou mensagem de esperança para o momento em que se vive

• Foto: José Gageiro

Carlos Carvalhal esteve duas horas a responder aos leitores de Record. O treinador do Rio Ave, como sempre, foi muito aberto e expansivo, reconhecendo ter-se entusiasmo com a iniciativa. Não é por acaso que estendeu em mais uma hora uma conversa bastante animada, principalmente por quem queria saciar a sua curiosidade e perceber as diferenças que Carvalhal sente entre o futebol português e inglês, onde o treinador já passou ao serviço de Sheffield Wednesday e Swansea City.

O técnico começou por falar sobre o momento ímpar que vivemos e vincou bem a sua opinião. "Isto é uma situação especial e para situações especiais, medidas especiais também. Custa muito estar afastado do treino, dos jogadores, dos jogos, mas temos que nos adaptar à realidade do momento e esperar que em breve tudo volte a normalidade", registou Carvalhal, surpreendendo na resposta seguinte em que deixou uma revelação quando a pergunta de André Alves era se esperava regressar ao futebol inglês: "Pensava estar nesta altura em Inglaterra. Vou confidenciar uma coisa, no ano passado tinha ido a Londres reunir com um clube (era já o terceiro) e vinha dececionado com o projeto apresentado, não com o clube que era bom. Aterrei no Porto e ligou-me o senhor António Campos, presidente do Rio Ave, a convidar-me para ir ter com ele a Vila do Conde. De tal forma foi convincente que aceitei o repto de imediato." "Acho que um dia volto a Inglaterra, mas não sei onde estarei na próxima época. Para já, estou focado em terminar muito bem a época no Rio Ave, porque está a dar um prazer enorme", vincou o treinador, abordando mais à frente a questão sobre o chamado "futebol positivo": "Lançamos o reto para jogarem ‘diferente’. Ideia de saltar de nível. No início, como foi algo de novo, custou e os resultados não foram os melhores, mas quando perceberam o que propusemos, subimos em tudo: nível exibicional e resultados, golos marcados e sofridos, qualidade tática coletiva e individual".

Bragantino foi realidade

A última pergunta colocada ao treinador do Rio Ave foi de Jefferson Oliveira, que questionou se o propalado interesse do Bragantino, em janeiro, foi apenas uma miragem, mas pelos vistos não foi bem assim, pois o técnico assumiu claramente que houve proposta do clube brasileiro. "Foi uma realidade que não se concretizou", respondeu Carlos Carvalhal, pedindo imediatamente desculpa porque tinha de colocar um ponto final à conversa com os leitores de Record: "Era para estar uma hora a responder às vossas questões e já lá vão duas ... estão imensas por responder. Queria agradecer as vossas perguntas e também ao jornal Record por esta iniciativa. Obrigado e fiquem em casa!"

Do Leixões a Setúbal e o craque Izmailov

Carvalhal assumiu claramente que o jogador mais especial que treinou foi o russo Izmailov, que encontrou no Sporting. "Os jogadores são todos especiais, mas os ‘fora da caixa’ fascinam-me. Izmailov era um craque", registou o treinador, deixando depois bem claro os momentos que mais o marcaram na sua já longa carreira como técnico, destacando a sua passagem pelo Leixões, onde chegou à final da Taça de Portugal e esteve também na UEFA. A subida com o V. Setúbal e a conquista da Taça da Liga pelos sadinos foram igualmente momentos marcantes para Carvalhal, tal como a passagem pelo Sheffield Wednesday, destacando aqui a final de Wembley que disputou no play-off de subida à Premier League.

Por António Mendes
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