Carvalhal: «8 minutos foram bem dados, mas não viemos aqui para fazer antijogo»

Treinador do Rio Ave explicou a estratégia que levou à vitória em Alvalade

• Foto: Miguel Barreira

Pela segunda vez esta época, Carlos Carvalhal voltou a guiar o Rio Ave a uma vitória em Alvalade (desta vez por 2-1 para a Taça da Liga). Na análise ao jogo com o Sporting, o treinador por concordar com os oito minutos de compensação dados por Manuel Mota, dizendo que a sua equipa não veio para fazer antijogo. De resto, o treinador explicou a estratégia que trouxe para o jogo, falando também na forma como os vilacondenses anularam Bruno Fernandes.

"Antes de mais, os 8 minutos de compensação foram perfeitamente justificados, poderiam ter sido 10 ou 12, mas deixe-me dizer que a nossa equipa não veio para aqui fazer antijogo. O Messias é visível o inchaço que tem em função de uma cabeçada que levou e o nosso guarda-redes estava com cãibras, eu estava preocupado porque já tinha feito as três substituições. Daí estas pausas, eu não incentivo a fazer estas coisas. Os 8 minutos foram bem dados. A vitória foi muito boa, trocámos vários jogadores, não é fácil manter um padrão idêntico ao que tínhamos, porque também jogámos com outro sistema.

[Estratégia para o jogo] Não foi três centrais. Estávamos em 4x4x2, a variante era que quando a bola rodava à esquerda, o Diogo tinha de recuar e o Junio tinha de descer, dava a ilusão de estarem cinco defesas. Mas quando a bola ia para o lado contrário, ele subia e jogámos num 4x4x2 habitual. A diferença esteve na saída de bola. Nós preparámos, tentámos surpreender o Sporting. Tivemos a lesão do Aderlan Santos, que foi uma contrariedade para nós. O Junio jogou muito bem, tem treinado nesta posição. Saímos a três, com o Diogo na direita e o Pedro na esquerda, Junio por dentro, depois o Jambor e o Tarantini com o Filipe para conseguirmos controlar a primeira fase de construção. Aí estivemos muito bem, devíamos ter sido um bocadinho mais pacientes com bola. Faltou-nos um bocadinho de agressividade ofensiva, o que é normal, mas mesmo assim conseguimos fazer um golo. Não tivemos uma boa entrada, mas depois conseguimos estabilizar o jogo.

Na segunda parte, outra entrada não muito feliz que nos levou a fazer outra alteração que eu creio que foi crucial. Foi a passagem do Lucas Piazón para a frente do Jambor e do Filipe, para ganharmos qualidade na zona do meio-campo. Tivemos a necessidade de tirar o Diogo e meter o Mané para sermos mais agressivos nos corredores. Essa substituição equilibrou o jogo, conseguimos chegar ao 2-1. Não vou dizer se é justo ou não porque o Sporting teve partes do jogo com grande ascendente, mais oportunidades do que nós, mas é um prémio justo para uma equipa como a nossa, que altera vários jogadores e vem aqui jogar com personalidade e com jogadores que não têm jogado tanto, mas que deram uma resposta excelente.

[Estratégia para anular Bruno Fernandes] A ideia é tentar apertar o espaço onde o Bruno se move porque ele gosta da bola e ele vai sair deste espaço e vir para a construção. A partir do momento em que a bola não lhe chega porque os espaços estão manietados, ele vem para a bola. Esse era um objetivo e conseguimos", disse à Sport TV depois do jogo.

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