Miguel Cardoso comunicou desejo de saída

Acordo para rescisão com o presidente Silva Campos perto de ser concretizado

• Foto: Simão Freitas

Miguel Cardoso não vai ser treinador do Rio Ave em 2018/19. O técnico, de 45 anos, decidiu dar um novo rumo à sua carreira e comunicou à SDUQ o desejo de saída pouco depois do termo da temporada oficial, a 13 de maio. Trata-se de um processo que tem vindo a ser gerido no plano interno, mas que está muito perto da conclusão, dada a necessidade de clarificação urgente.

Após a conquista do 5.º lugar na sua época de estreia como treinador principal, com o consequente apuramento para a Liga Europa, Cardoso, que recebeu o prémio de Treinador do Ano na Gala Verde e Branca, entendeu que devia deixar Vila do Conde e surpreendeu o clube com a sua decisão. O desagrado da estrutura foi acentuado, dado que tudo apontava para uma continuidade de um projeto de sucesso, até pelo facto de o técnico ter contrato em vigor até 2019.

Mesmo assim, e segundo fonte identificada com o processo, "a relação é boa" entre as partes e o entendimento para um divórcio sereno está perto de ser alcançado entre Miguel Cardoso e o presidente António Silva Campos. O vínculo assinado há um ano não contempla cláusula de rescisão, pelo que a liberdade do treinador implica o pagamento de uma verba a rondar os 200 mil euros.

Da parte do Rio Ave "não há reação oficial" e Miguel Cardoso respondeu, a contacto do nosso jornal, que nada tem "a comentar" sobre este assunto, não tecendo considerações em relação ao seu futuro. De qualquer forma, o nosso jornal sabe que o dossiê da sucessão já foi colocado em andamento, até porque o regresso ao trabalho está marcado para 16 de junho, devido à entrada madrugadora em competição na 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa, pelo que não há tempo a perder.

Nas últimas duas semanas, o nome do agora treinador cessante do Rio Ave foi associado a V. Guimarães, Nantes e Lille, bem como envolvido no processo de eventual substituição de Jorge Jesus no Sporting, onde trabalhou como adjunto de Domingos Paciência. 

Os contactos com o emblema vitoriano, como Record revelou, foram muito consistentes em fevereiro mas, no final da época, não tomaram o rumo que agradava ao técnico, pelo que este decidiu fechar a porta a essa possibilidade. O Nantes foi uma negociação ocorrida no início do ano civil que não teve desenvolvimentos e apenas o Lille poderá ser concretizável nesta fase, apesar de ainda ter Christophe Galtier sob contrato e de estar dependente de, na terça-feira, conseguir evitar a descida de divisão administrativa por incumprimento dos parâmetros financeiros em vigor a Liga francesa.

Por Vítor Pinto
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