Miguel Cardoso: «Não podemos perder um centímetro de distância a percorrer»

Treinador do Rio Ave fez a antevisão do jogo com o Famalicão

Motivado pelas vitórias nas últimas duas jornadas, o Rio Ave prepara-se agora para receber o Famalicão. Na antevisão da partida, Miguel Cardoso começou por referir que ainda é prematuro fazer-se qualquer tipo de análise ao momento de forma dos vila-condenses.

"Ao fim de quatro jogos, qualquer análise que se fizesse seria uma curta em relação àquilo que é uma retrospetiva real. Há coisas que se conseguem ver, principalmente a forma como os jogadores estão a responder aos desafios que vamos lançando. Sentimos que há uma intenção clara de se estar melhor do que aquilo que se estava. Mais do que isso vamos deixar o tempo e os jogos passarem para ver como respondemos em termos de estabilidade. Sempre disse que gosto de equipas que trabalhem mais para a probabilidade do que para a possibilidade e é isso que temos feito. A nossa capacidade de estarmos bem nos jogos, mesmo quando não estamos como queremos, tem sido decisiva para nós. Agora não podemos perder um centímetro de distância a percorrer. Costumo dizer que 100 por cento é tudo e 99 por cento é nada. Se passarmos para 99 por cento podemos começar a não ter nada", começou por referir o técnico.

Assumindo que Fábio Coentrão dificilmente recuperará a tempo do encontro, Miguel Cardoso vincou que o facto de o Famalicão ocupar o último lugar da tabela não dá qualquer tipo de favoritismo à sua equipa: "Neste campeonato não vejo favoritos, tirando quatro/cinco/seis equipas que estão num patamar diferente. Quem se distrair vai ter problemas, daí o facto de precisarmos de ter uma capacidade de atenção permanente relativamente àquilo que podemos fazer. Espero um adversário duro, mas temos a noção que esta não é a equipa que faz o campeonato do Famalicão. Os jogadores, que têm qualidade, ainda estão à procura de se encontrar. Apesar disso, a responsabilidade de estarmos no patamar que temos de nos colocar estará sempre em nós. Temos de ser rigorosos e temos de ter a capacidade de inibir aquilo que o adversário pode fazer".

O técnico referiu ainda que, apesar de não ter muito tempo de jogo devido às dificuldades provocadas pela barreira linguística, Meshino tem dado uma boa resposta nos treinos e sublinhou que os seus jogadores estão preparados para a possibilidade de o Famalicão jogar com uma linha de três ou quatro defesas. "Sabemos que o Famalicão tem dois sistemas e apresenta dinâmicas diferentes em cada um deles. Há questões de plano de jogo que serão ajustadas em função do contexto que encontrarmos, mas, independentemente daquilo que sair no onze, vamos estar à altura desde que cumpramos com aquilo que temos trabalhado. Hoje em dia, os jogadores já não veem como problema as alterações estruturais do adversário", rematou.

O embate entre Rio Ave e Famalicão está agendado para as 15 horas deste domingo.

Por Diogo Matos
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