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Rio Ave-Benfica, 0-1: Milagre de Mantorras

CRÓNICA

Rio Ave-Benfica, 0-1: Milagre de Mantorras
Rio Ave-Benfica, 0-1: Milagre de Mantorras • Foto: Vitór Chí
Antes do mais, diga-se que o Benfica justificou a vitória porque foi sempre superior ao seu adversário e em todos os capítulos do jogo. A sua exibição foi acima da média, embora só na 2.ª parte, e muito pela competência evidenciada pelo lateral Léo, um dos dois grandes responsáveis pela vitória. O outro foi Mantorras – único que conseguiu enganar Mora –, num lance em que os vila-condenses reclamam pé em riste do angolano sobre o defesa-central Bruno Mendes.

Saliente-se, desde já, que Evandro fez um golo limpo, aos 85’, mas o árbitro auxiliar invalidou-o, apresentando um argumento que não é válido: o cruzamento de Danielson é dentro e não fora das quatro linhas. A equipa de arbitragem acabou, pois, por ser determinante no desfecho deste jogo, em que Ronald Koeman voltou a ter razão de queixa dos seus avançados – apresentaram-se, de novo, muito precipitados no momento do remate. Uma situação que precisa de ser revista e com a máxima urgência.

Desespero

Não se compreende e muito menos se justifica a falta de acerto dos jogadores do Benfica no momento do remate. Essa situação acentuou-se ontem na etapa complementar, quando a sua equipa decidiu – e muito bem – correr todos os riscos para chegar à vitória. Simão, Manduca e Nuno Gomes foram os que mais falharam, com o capitão, aos 58’, a rematar com violência à trave, e só com o guarda-redes espanhol à sua frente.

Depois do intervalo, e de uma forma efectiva, embora os primeiros sinais tivessem sido dados a partir dos 25’, os visitantes assumiram claramente a iniciativa e empurraram o adversário para o seu meio campo, mantendo-o sempre pressionado e sem a mínima capacidade de reacção. O Rio Ave, mais cauteloso e preocupado quase em exclusivo em segurar o nulo, só por uma vez é que conseguiu chegar com perigo à área de Moretto, no tal lance polémico aos 85’.

Velocidade

No ataque à baliza vila-condense, os benfiquistas envolveram muitos atletas nas acções ofensivas – chegaram a alargar o bloco a cinco e seis unidades – e conseguiram alguma tranquilidade na elaboração do seu jogo, desta vez com mais velocidade. Foi por aí que conseguiram desunir a estrutura defensiva contrária, mas no momento da verdade deitaram tudo a perder, e só por responsabilidade própria

Para a melhoria do jogo dos campeões nacionais contribuiu a leitura táctica de Koeman: na primeira acção, logo aos 25’, mandou avançar Nuno Gomes para o lugar de ponta-de-lança – até essa altura o papel tinha sido desempenhado e mal por Geovanni –, com Manduca a assumir a “posição 10” e Geovanni a actuar no lado direito do ataque. Com uma nova organização, a produção da equipa subiu uns pontos consideráveis. O Benfica revelou-se, então, ainda mais dominador, mas continuou a faltar-lhe perícia no ataque.

Milagre

Com o jogo a entrar na sua recta final, o treinador holandês recorreu então ao “grande trunfo” da última época e lançou Mantorras e o angolano acabou por conseguir o “milagre”. A centro de Simão, fez o golo, num lance em que os vila-condenses reclamaram uma acção perigosa sobre Bruno Mendes.

O golo contribuiu para que o Benfica continue a acreditar na renovação do título e o Rio Ave, no fundo da tabela, viu confirmar-se um desfecho que a sua actuação na 2.ª parte – muito conservadora – cedo deixou antever.

Árbitro

PAULO PARATY (1). Trabalho com influência directa no resultado. Golo mal anulado ao Rio Ave e no de Mantorras não considerou pé em riste do angolano.
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