As imagens da festa que o técnico Miguel Cardoso fez com o filho Bernardo, no final do triunfo sobre o Sp. Braga, e que Record agora revela, dizem tudo sobre o cariz benigno da comemoração que se enquadra no que é normal em encerramento da temporada. Os delegados da Liga, Nuno Pedro e Rui Mourinha, é que não entenderam o espírito do momento e demonstraram um excesso de zelo que redundou em duas multas impostas ao treinador por parte do Conselho de Disciplina da FPF, no total de 842 euros.

Foram 612 euros por "entrada e permanência de pessoas não autorizadas na zona técnica" e mais 230 euros atribuídos à "violação de outros deveres" por parte de Miguel Cardoso. "Após o final do jogo, e aquando da comemoração da vitória, o agente dirigiu-se à bancada central poente e foi buscar o filho, tendo-o levado consigo para o interior do terreno de jogo", foi escrito em relatório.

Já o Boavista viu os seus adeptos protagonizarem uma invasão pacífica no final do encontro com o Belenenses sem que isso tenha resultado em qualquer sanção para os axadrezados. Algo que se compreende face ao convívio saudável que esse gesto potenciou sem qualquer risco de segurança.

Por último, e já depois de anotarem o atraso de Tarantini, os delegados notaram que Miguel Cardoso "compareceu na flash interview 12 minutos e 25 segundos após o término do jogo e a sua entrevista teve a duração de 3 minutos e 10 segundos". O Rio Ave foi, por isso, intimado a pagar 5738 euros. Tendo em conta que o jovem Bernardo Cardoso prognosticou o triunfo do Rio Ave sobre o Sp. Braga, e o recorde de pontos dos vila-condenses na 1.ª Liga, o técnico penalizado nunca deixaria de partilhar aquele momento especial mesmo que tivesse consciência do jugo disciplinar que pendia sobre o seu registo. 


Autor: Vítor Pinto