A "marca de Carlos Carvalhal" e as contrariedades na época do Sp. Braga

Do futebol vistoso à necessidade de adaptação face às lesões e outros problemas

Na entrevista ao canal do clube, Carlos Carvalhal explicou o que correu mal na temporada, em que os guerreiros foram muito elogiados pelo futebol praticado. "Sou treinador e sempre percebi, mas há coisas que não se podem dizer publicamente porque tenho um grupo para gerir, motivações interiores e uma competição para ganhar", começou por dizer na análise da temporada 2020/21.

Futebol praticado: "Para quem percebe futebol é fácil entender e até de valorizar o que foi feito. Diria que a qualidade do nosso jogo vem do Sheffield Wednesday, passou pelo Swansea, Rio Ave e agora no Sp. Braga. Já começa a ser, modéstia a parte, a marca de Carlos Carvalhal e sua equipa técnica, porque há matriz, futebol de ataque, começa a ser uma marca que é valorizada. Temos um extraordinário grupo de jogadores, na qualidade e na entrega, atitude, devoção ao clube. Fiquei muito orgulhoso de ter este grupo, porque sem isto não se faz absolutamente nada. Estou eternamente grato a este grupo de jogadores. Importantíssimo na época, o Tiago Sá, foi fundamental pela sua presença e personalidade, o apoio e conselhos de um Rolando e Gaitán, não jogaram muito mas são experientes. E jogadores destes, com passado que têm, ganharam competições e os mais novos acompanham. Por isso digo que todos foram importantes."

Perda de Iuri e Paulinho: "Começámos o campeonato e as competições em nível muito alto em termos qualitativos, muitos golos, jogo vistoso, jogo interior e exterior muito forte. E de repente um dos pontos fortes, o interior, dá-se a lesão do Iuri, que passado quatro meses ainda estava no ranking da influência, ainda era dos melhores. Perdemos o Paulinho, porque saiu, ficámos com um jogo interior menos rodado, com jogadores diferentes. Foi o primeiro problema. O que salva isto é o processo, a estrutura de jogo está lá, perdemos umas coisas mas ganhámos outras, ganhámos maior capacidade de pressão sobre o adversário. Não ficámos tão vistosos mas fomos mais lutadores e mais guerreiros. Conseguimos internamente superá-la internamente, através do processo."

Mais perdas, lesões e Covid-19: "Depois tivemos outro rombo. Quando a bola circula atrás, ela tem de circular rapidamente e até entrar nesses bons jogadores do jogo interior, se não o adversário consegue anular o jogo interior. No início da época éramos fortíssimos a criar por trás, tudo era muito bom no início. O Bruno Viana pode ter alguma limitação, mas um ponto forte era a capacidade de alimentar o jogo interior e o Esgaio com facilidade e o Carmo tem capacidade de enorme de ligar interior e ligar largo também. Portanto, perdemos o melhor a meter entre-linhas e o melhor a meter entre-linhas e em variações muito rápidas. Perdendo jogo interior e capacidade de ligação atrás, a equipa melhorou na capacidade de trabalho à frente, equilibrou o ponto de vista de entrega lá atrás. A ligação por trás não ficou com a mesma qualidade, mas ganhámos outras coisas: o Tormena é muito rápido, o Raúl é muito forte, ganhámos um upgrade do ponto de vista defensivo, perdemos na ligação. No Covid-19 também perdemos jogadores, perdemos o Castro 9 semanas, o Al Musrati na fase final por causa do Ramadão. Foi o processo que aguentou isto. A equipa tinha atitude, teve sempre atitude muito grande, o lado qualitativo falhou aqui e ali, mas o processo aguentou isto tudo e outros jogadores emergiram também. Mas os resultados são importantes."

Por André Gonçalves
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