A vitória arrancada com ferro e cabeça

ISMAILY REMATOU E ÉDER RECARGOU NO GOLO

A vitória arrancada com ferro e cabeça
A vitória arrancada com ferro e cabeça

O jogo possível e a vitória previsível de um Sp. Braga que continua seguro no 3.º lugar e à espera que os estilhaços da luta entre Benfica e FC Porto, com clássico marcado no próximo domingo, ainda permitam uma aproximação mais real e concreta na luta pelo título.

Consulte o direto do encontro.

José Peseiro inovou taticamente no jogo de ontem, promovendo o “chip” do 4x4x2, com Mossoró bem ao lado de Éder, sendo que Alan e Ruben Amorim, nas alas, surgiram com mais no jogo interior e perto de Hugo Viana e Custódio. A ideia estava lá, mas a equipa demorou a libertar-se dessa amarra tática, procurando muito o centro e naturalmente afunilando mais o seu jogo. Com isso deu-se bem o Moreirense, que acabou por ter mais facilidades a defender a baliza de Ricardo Ribeiro.

A equipa de Jorge Casquilha foi mesmo a primeira a criar uma situação de perigo, mas Fábio Espinho não acertou na baliza de Beto quando desviou ao segundo poste o cruzamento de Ricardo Pessoa (6’). Foi uma espécie de toque a reunir que o Sp. Braga acusou, prolongando o domínio das operações quase até ao intervalo. A maior profundidade dos laterais (mais Baiano do que Ismaily nesta fase) permitiu aquilo que faltava e os arsenalistas exploraram melhor os corredores na busca do golo.

Nesta fase, porém, Éder não estava inspirado e cabeceou ao lado o excelente cruzamento de Mossoró (13’), rematando depois de pé esquerdo e muito torto na recarga à grande defesa de Ricardo Ribeiro, que negara o golo a Alan (24’).

Era um Sp. Braga já de certa forma impaciente e mais ficou quando viu o Moreirense aproximar-se com perigo da baliza de Beto nos últimos 5 minutos da 1.ª parte. Mas o guarda-redes esteve seguro a negar as intenções de Ghilas e Fábio Espinho, segurando também o que era essencial para o intervalo. Garantida a tranquilidade possível com o empate que ainda se registava, o Sp. Braga entrou na 2.ª parte mais “mandão” e viria a arrancar a vitória literalmente através do ferro. Ismaily enviou o tiro à barra e Éder limitou-se a empurrar a bola para a baliza deserta. Depois do golo, outra bola na barra num livre de Viana e ainda há um tiro que Renatinho que Beto defendeu. Houve foi muita cabeça do Sp. Braga, que geriu a posse para ter guardar o ouro: ganhar sem encantar!

Árbitro: Jorge Sousa (Nota 3)

Controlou bem as operações, mas com necessidade de recorrer aos cartões para manter a sua autoridade intocável. Os bracarenses protestaram alguns amarelos, mas nem sempre com razão.

MOMENTO

Só pode ser mesmo o do golo de Éder. Com o grande mérito de Ismaily pela potência que meteu no seu pé esquerdo. A bola estourou na barra e o avançado aproveitou bem o estilhaço...

CASO

Wagner viu o cartão amarelo aos 44 minutos e podia ter visto o segundo aos 80 na sequência de uma falta sobre Éder. Dois minutos antes Ismaily e Mossoró viram essa cor por muito menos.

NÚMERO

0 - Não é assim tão raro acontecer, mas é só mais um exemplo de que a profundidade atacante foi nula nas duas equipas. Este foi um jogo sem foras-de-jogo!

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