Assembleia Geral do Sp. Braga marcada por polémica na votação das contas

Abstenções superiores aos votos favoráveis motivaram a suspensão da reunião

O Relatório e Contas do Sporting de Braga de 2018/19 foi este sábado aprovado, mas as abstenções foram superiores aos votos favoráveis, o que motivou a suspensão da Assembleia Geral (AG), revelou à Lusa fonte do clube.

A AG ordinária, que decorreu à porta fechada no auditório do Estádio Municipal de Braga, servia para discussão e aprovação do resultado do exercício 2018/19 do clube, que foi positivo em 1,9 milhões de euros, e do orçamento para a presente época.

O Relatório e Contas da época passada foi aprovado, mas com uma nuance pouco habitual no clube bracarense: 84 sócios a favor e 85 abstenções (zero votos contra).

"Houve claramente um sentido de abstenção de um grupo muito bem delimitado e identificado que decidiu votar, não votando. Não houve nenhum pedido de esclarecimento, clarificação ou reserva em relação a nenhum dos itens apresentados, pelo que a direção achou que esse anormal procedimento por parte desse grupo, onde também se incluía o anterior candidato à presidência do clube António Pedro Peixoto, deveria ser melhor interpretado, pelo que solicitou a suspensão da AG por 10 minutos", explicou à Lusa o vice-presidente para a área financeira, Hernâni Portovedo.

Face ao que "podia ser lido com uma certa fragilidade da direção", António Salvador solicitou à presidência da Mesa da AG a possibilidade de convocação de uma AG extraordinária para dar um voto de confiança ao seu mandato.

Contudo, depois desta tomada de posição do líder arsenalista, vários sócios desse grupo que se absteve afirmaram que "tinha havido uma leitura errada por parte da direção e do seu presidente da interpretação do seu voto de abstenção", explicou Hernâni Portovedo.

"Disseram mesmo, incluindo o anterior candidato António Pedro Peixoto, que não havia em momento nenhum um voto de desconfiança, mas, pelo contrário, um voto de confiança, que esta direção estava plenamente legitimada e que devia levar o seu mandato até ao fim", detalhou.

Depois da interrupção, foi votado o orçamento para 2019/20, validado agora por 98 associados, registando-se ainda 69 abstenções e voto contra de dois sócios.

Hernâni Portovedo disse considerar que a convocação de uma eventual AG extraordinária caiu, dada a "inversão de posições" e da "confiança renovada" entretanto verificadas.

Na sexta-feira, os acionistas da SAD do Sporting de Braga aprovaram em AG, por unanimidade, o exercício da época passada, positivo em 6,2 milhões de euros tal como o orçamento da Sociedade para 2019/20.

Por Lusa
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