Ataque histórico exige apoios firmes

Produtividade ofensiva é evidente, mas para render mais vitórias é preciso equilíbrio atrás

• Foto: Simão Filho

Muito se tem dito e escrito sobre os desequilíbrios que levaram o Sp. Braga a sofrer vários golos neste início de temporada. Por outro lado, é incontornável o poder ofensivo demonstrado pela equipa de Abel Ferreira. Foquemo-nos nos números do campeonato, para lembrar que os arsenalistas marcaram 7 golos nas primeiras duas jornadas. Um registo histórico que só é superado pelos 9 tiros certeiros na longínqua época de 1958/59, quando o Sp. Braga venceu de entrada o Lusitano de Évora (5-0) e o Sporting (4-3).

Os números deste arranque de campeonato estão bem acima da média. Aliás, em algumas estatísticas o Sp. Braga até mostra superioridade em relação aos três grandes do nosso campeonato. Segundo os dados da Opta, o Sp. Braga apresenta uma média de remates de 18,5 por jogo, com Benfica e FC Porto logo atrás (17,5) e também lidera, a meias com o Benfica, as contas dos remates enquadrados com a baliza – uma média de 9,5 tiros por encontro. Estes dados atestam o poder ofensivo que foi trabalhado nos últimos tempos e que começou, ainda na pré-época, a dar sinais de vida.

O problema tem sido a falta de equilíbrio e rigor no momento defensivo, e que acaba por retirar protagonismo a esta faceta atacante do Sp. Braga. Tal como aconteceu nos jogos com o Zorya, para a Liga Europa, os minhotos ainda não conseguiram terminar um jogo do campeonato com a folha limpa: venceram o Nacional, por 4-2, e empataram com o Santa Clara, 3-3. Se o poder ofensivo pode ser encarado como normal num clube que tem o sonho de lutar pelo título, os lapsos defensivos é que ganham o rótulo de anormais. E é isto que Abel quer ver corrigido já no jogo com o Aves.

Por André Gonçalves
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