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Benfica-Sp. Braga, 1-0: Vitória ao segundo tiro

CRÓNICA

Antes de receber o Barcelona (e esse é o jogo que há umas semanas alimenta o pensamento de todos os benfiquistas), a equipa de Koeman tinha um adversário para bater: o Sp. Braga, autoproclamado candidato a um lugar na Liga dos Campeões. Não parecia ser coisa fácil. Mas, na verdade, acabou por ser mais simples do que era suposto crer. Bastaram dois remates (Manduca e Nuno Gomes) noutros tantos minutos para perto de 50 mil espectadores fazerem a festa. O Benfica foi de uma eficácia extrema e feliz (o desvio de Nuno Gomes ainda tabela no braço de Paulo Jorge antes de entrar). E a partir daquele momento percebeu que podia não exagerar no esforço. Como, de resto, não exagerou, apesar de ter aguentado um ritmo alto durante 20 minutos, como que para não deixar crescer os bracarenses.

Como se faz?

Jesualdo Ferreira entrou com três “batedores” no meio-campo (Sidney, Madrid e Vandinho) e três avançados (João Tomás, Wender e Delibasic). Ora, com médios tão pouco hábeis para o jogo ofensivo, fazer chegar a bola ao ataque foi a primeira tarefa em que o Braga falhou. Talvez o golo madrugador do Benfica, e consequente união das linhas encarnadas, tenha uma grande responsabilidade neste dado, mas a verdade é que a perder desde o início, o candidato ao terceiro lugar andou uns bons 20 minutos a ver jogar. E esse foi o melhor período da partida, porque o Benfica não aceitou desde logo que o 1-0 fosse o resultado final. Procurou o segundo, manteve o Braga nas cordas e mostrou que não abria mão de passar a ter 5 pontos de vantagem sobre os arsenalistas.

Já chega

O início do descanso deu-se a meio da primeira parte. Os jogadores do Benfica sentiram não haver inspiração (e talento) do lado contrário para colocar em causa a vitória e como que começaram a gestão de tempo e posse de bola. Daí que a partida entrasse num ritmo baixo e de poucas bolas na área.

Orgulho

O Braga entrou bem na segunda parte. De repente os jogadores sentiram que deviam fazer algo mais. Até porque os seus adeptos eram aqueles que agora se faziam ouvir no estádio. Jesualdo também se deixou contagiar pelo ambiente e numa dupla substituição tentou dar à equipa mais arrojo, trocando um médio e um avançado por dois avançados. Só que os que entraram... jogaram bem menos. Azar.

É só rematar

Em menos de 10 minutos as dúvidas acabaram. Quer dizer, apesar de tudo os bracarenses só tiveram bola e um remate relativamente perigoso. Não chegou para colocar alguma apreensão entre os benfiquistas. Mas a entrada de Karagounis e a expulsão de Luís Filipe fizeram com que tudo voltasse à primeira forma, aquela em que o Benfica geria como bem queria. Em cerca de 20 minutos, Koeman viu a equipa rematar perto de 10 vezes à baliza de Paulo Santos. Sem perigo (a não ser num tiro de Robert), mas o suficiente para colocar o opositor em sentido.

Os minutos finais só iriam confirmar as suspeitas gerais: o golo de Nuno Gomes seria mais que suficiente para garantir os 3 pontos, porque o adversário era mais perigoso na teoria do que na prática.

Depois de algumas noites (de Liga) em que nada correu bem, ou em que a vitória saiu a ferros, nada fazia esperar um triunfo tão fácil e tão pouco discutido. Nas próximas horas a discussão pode ser outra: o penálti não assinalado contra o Benfica.

Árbitro

Paulo Baptista (1). Não assinalou uma grande penalidade contra o Benfica (falta de Petit sobre Delibasic). Errou na selecção que fez dos amarelos.
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