Carlos Carvalhal: «O meu ADN é Braga»

Treinador apresentado no Sp. Braga diz-se "extremamente satisfeito por voltar a casa"

• Foto: SC Braga

Carlos Carvalhal foi apresentado esta quarta-feira como novo treinador do Sp. Braga e sublinhou sentir-se "extremamente satisfeito por voltar a casa", naquela que é a segunda passagem do técnico pelos minhotos, depois de ter orientado o clube na temporada 2006/07.

"É normal, eu próprio o digo que vou vestir a pele desse clube. Desta vez vai ser mais simples, esta é a minha pele. O meu ADN é Braga. O meu ADN tem muito do ADN do Braga, sempre o culto de ganhar os jogos todos. Muito satisfeito de voltar a casa e pelo convite do presidente António Salvador. A diferença [da qualidade do clube] é avassaladora, entre a minha última passagem, e agora. Voltei a reencontrar várias pessoas amigas. A minha equipa técnica, para além de estar repleta de pessoas de alta competência. Animados por disputar os jogos cara a cara com todos os adversários e para dar alegria aos adeptos do Sp. Braga, que também evoluiu com o clube, algo que não existia há uns anos atrás. Agora sim, existe braguismo."

Motivo pelo qual aceitou o convite

"Não gosto de trabalhos incompletos, é uma coisa que não lida comigo. Sentia que tinha um trabalho para concluir aqui. No momento da minha saída do clube, foram levantadas algumas questões sobre a minha ligação com o clube. Na altura, os meus filhos ainda estavam na idade escolar, os miúdos entre eles são muitos maus e custava-me vê-los chegar a casa sempre a chorar. Não por mim, mas pela pressão que a minha profissão exigia. Ironia do destino, a vida dá muitas voltas e os impulsionadores da minha vinda para aqui, para além do presidente, foi a minha família. Nunca contrariei a minha família pelas minhas decisões, desta vez teve um grande impulso da minha família. Senti que foi uma decisão muito fácil. Vou tentar vencer sempre jogo a jogo. Prometo que o Sp. Braga vai jogar em todos os estádios a jogar olhos nos olhos com todos os adversários. Para chegar a Fátima, tenho de chegar primeiro a Famalicão, depois ao Porto... não me adianta pensar em ir a Fátima sem passar primeiro por Famalicão."

Garantias dadas pelo presidente

"Hoje em dia temos de dar respostas rápidas. O nosso objetivo é adaptar rápido o plantel, queremos um plantel competitivo, que eles sintam que podem ter alguém que pode suprimir o seu lugar facilmente. O grau de complexidade será de encontro com aquilo com que os jogadores no possam dar, mas o primeiro objetivo é preparar a equipa já para ganhar o primeiro jogo e depois o segundo, não a qualquer custo. Somos adeptos do bom futebol."

Momento certo para abraçar o desafio do Sp. Braga

"Devem reparar no meu percurso que a minha carreira é um bocado atípica. Eu recordo que eu treinava o Desp. Aves e depois fui para o terceiro escalão. Eu estava no Swansea e depois vim treinar o Rio Ave, por muito respeito ao Rio Ave, os meus amigos disseram-me que eu era maluco ou que tinha uma auto-confiança muito grande. As minhas decisões têm sido muito pouco impulsionadas, mas mais de convicção. Há um princípio basilar desde há muitos anos: sentir que um clube me quer. Temos de estar ligados emocionalmente. Quando eu tive o convite do Sp. Braga, não quero saber em que lugar está o clube, o que importou foi o facto de sentir que o Sp. Braga queria-me para ser o seu treinador. Todos juntos vamos conseguir algo de muito bom. Seguir o que eu acho que é bom para mim. Sem pensar no dinheiro, na carreira, foi sempre assim que eu fiz. De resto, para mim, não tem qualquer significado. Paralelamente, temos de dizer que o Sp. Braga está num patamar bom, está ao nível dos melhores em Portugal, assim como o seu plante. Braga foi sempre, durante muitos anos, por ser má mãe e uma madrasta mas temos uma boa oportunidade de que, além de sermos uma boa madrasta, também somos uma boa mãe. Há uma necessidade de dizer ao mundo que somos uma boa mãe. Se este repto que está a ser lançado for cumprido, vamos conseguir coisas muito boas este ano."

Mais fácil aceitar o Sp. Braga do que o Flamengo?

"É uma situação completamente irrelevante. Foi uma situação familiar, estou contente por estar aqui o meu filho. Foi uma decisão tomada e quando as tomo em consciência, não penso em mais nada. Sou treinador do Sp. Braga, não penso em mais nada. Quero criar laços com os jogadores, laços emocionais. Só a equipa ganhando conseguimos ter melhores jogadores. Vamos tentar ter uma proposta ousada de jogo, de forma a aumentar a nossa própria exigência, para quererem também ser melhor jogadores e algo que os motive para serem melhores. Não quero falar do último trabalho, mas creio que isso foi totalmente visível no meu último trabalho. Se os jogadores do Sp. Braga conseguirem fazer aquilo, não há uma proposta mais aliciante para os jogadores do que aquela que serem ainda melhores", concluiu.

Por Record
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