Carvalhal, o "treinador preso" e a passagem pelo Besiktas que dava para "escrever um livro"

Treinador não esquece passagem marcante pelo emblema turco

• Foto: LUSA / EPA

Carlos Carvalhal sente que é, atualmente, uma pessoa muito diferente daquela que iniciou a carreira como treinador principal. Numa espécie de resumo da sua carreira profissional, o novo treinador do Sporting de Braga, que foi apresentado de forma oficial esta quarta-feira, recordou as passagens pelos vários clubes que já orientou, não esquecendo a "difícil" experiência na Turquia.

"Muita diferença, obviamente. Entretanto houve passagem pelo Sporting, num contexto difícil, muito difícil, passagem pelo Besiktas… Um dia vou ter de escrever um livro sobre aquilo. Vocês não iam acreditar na dificuldade que tive no Besiktas, sozinho, porque o João Mário só chegou em janeiro, numa equipa técnica que pertencia a um treinador que esteve preso, que foi para o clube e ficou como diretor-desportivo mas queria ser treinador… E eu agarrei-me aos jogadores, à minha ideia, e conseguimos levar a equipa até final, só não disputámos o playoff", frisou o técnico.

Outras passagens também foram enriquecedoras

"Passagens por Inglaterra, extremamente enriquecedores, antes nos Emirados Árabes Unidos que foi um trabalho de valorização fantástica para nós, criámos lá uma cultura de clube, instruímos os treinadores lá. Ajudou-nos a refletir sobre a base do futebol, os miúdos. Em Inglaterra entrámos com ideias renovadas, frescas. O Sheffield Wednesday, com jogos à terça e sábado, exigência máxima. Swansea foi importantíssimo também."

Último trabalho e a comparação com aquilo que pretende no Sp. Braga

"O Rio Ave permitiu experimentar coisas diferentes, transgredimos a forma de trabalhar no Rio Ave para outro nível, a proposta foi ousadíssima. Uma equipa boa tem de saber fazer tudo bem, defender bem, atacar bem, transitar ofensivamente e defensivamente bem, ser forte na bola parada, ser uma equipa completa. São reflexões que se fazem fruto das vivências, que não pensava há 10 anos, que nos fez chegar a um patamar óptimo. Aspiramos a mais, porque sabemos que vamos conseguir fazer com que as nossas equipas joguem bem e ganhem. O nosso grande desafio é que os jogadores acreditem na proposta e sigam as ideias. Conseguindo isso, o céu é o limite", concluiu.

Por André Gonçalves
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