Custódio admite tristeza no balneário mas garante: «Jogadores estão com vontade de ganhar»

Derrotas seguidas frente a Santa Clara e Boavista deixaram grupo de trabalho "revoltado"

• Foto: Luís Vieira/Movephoto

Tem sido raro para o Sp. Braga ter de reagir a duas derrotas seguidas no campeonato. Depois dos desaires frente a Santa Clara e Boavista, Custódio garante que o grupo está focado em dar uma resposta cabal em Famalicão, ainda que tenha admitido a tristeza que invadiu o balneário.

"A mensagem foi passada por eles. Ninguém sente mais isto do que os jogadores. Senti-os tristes, revoltados por esses dois resultados, mas mais do que isso e mais importante, senti-os firmes e com vontade de mostrar a qualidade que têm. Querem entrar em campo o mais rápido possível e ganhar. É a grande mensagem que fica desta semana", referiu Custódio, em conferência de imprensa.

Relativamente à quebra de forma dos avançados habitualmente titulares (Ricardo Horta, Paulinho e Trincão), o treinador reagiu explicou ser algo normal. "É natural, é um dos fatores que diagnosticámos. Tudo que é mais criativo, gestual, processo ofensivo, as equipas estão com mais dificuldades. E é natural que sejam os da frente a sentir mais isso. Mas sinto-os confiantes, a trabalhar bem, são jogadores de grande nível. É continuar a trabalhar e a fazer o que melhor sabem. Neste jogo já vão estar ao nível que devem estar", apontou.

O treinador bracarense recusa mudar a matriz de jogo mesmo após duas derrotas. "Não! Como é que posso pedir a jogadores deste nível para lhes tirar a bola, mudar a ideia por causa de dois resultados? Não! Temos de continuar a valorizar jogadores, a acreditar no que fazemos, elevar o nome do Sp. Braga com vitórias que é o que é preciso", referiu Custódio, antes de explicar a ausência de Wallace das últimas convocatórias: "Teve uma pequena coisa que o tirou de dois ou três treinos, não estava em condições."

Sem desculpas

A retoma do campeonato trouxe vários exemplos de equipas do topo da tabela classificativa em dificuldades perante formações pior classificadas. "Todos os treinadores foram falando sobre isso, da dificuldade que se tem, após estarmos dois ou três meses parados, a impossibilidade de fazer jogos amigáveis... Penso que há um padrão, as equipas que normalmente baseiam o seu jogo e a sua ideia na organização ofensiva estão a ter dificuldades. Tudo o que for meter a bola, ser mais criativo, demora mais tempo a adquirir. Nada disso justifica nem desculpa o que tem acontecido com o Sp. Braga. Podemos e devemos fazer muito mais. Senti firmeza dos jogadores e de responder, nunca nos desculpámos, tentámos sempre encontrar soluções", disse.

Por André Gonçalves
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