Guerra negocial por André Pinto

Central e SAD tiveram propostas de Alemanha e França sobre a mesa mas nunca se entenderam

• Foto: Luís Vieira

O Sp. Braga assevera que o afastamento de André Pinto para a equipa B, revelado por Record, emanou apenas de uma decisão técnica. O central não está a ser alvo de qualquer procedimento disciplinar e ontem já trabalhou no 1.º de Maio às ordens de Abel.

Todavia, a relação entre um dos capitães de equipa e a SAD desgastou-se devido à falta de fumo branco na renovação do vínculo que termina em junho. O culminar desse distanciamento foi uma guerra negocial em torno das propostas surgidas na proximidade da reabertura do mercado.

A oferta que agradava a André Pinto chegou de um clube alemão, levando-o a manifestar a intenção de sair numa altura em que estava a concluir processo de recuperação à lesão que o afetou durante dois meses. Só que o presidente António Salvador, segundo fonte próxima do processo, não se mostrou disponível para negociar e voltou a exigir-lhe a prorrogação do contrato. A possibilidade de transferência ficaria prevista, mas com melhores contrapartidas para o Sp. Braga. Esse cenário, porém, inviabilizaria a mudança imediata para a Bundesliga, causando desagrado ao jogador.

A SAD, por sua vez, nega ter sido informada dessa oferta oriunda da Alemanha e garante, isso sim, ter dado conhecimento a André Pinto de uma proposta de França. Hipótese que foi, por sua vez, rejeitada liminarmente pelo central.

Entretanto, André Pinto viu-se remetido para a equipa B. É sério o risco de seis meses de paragem, mas nesta altura o jogador, que é representado pela Energy Soccer, já pode assinar por outro emblema a custo zero. Não existem contactos com clubes portugueses, apurou Record, mas sim vários interessados no estrangeiro.

Ponto de situação

A 1 de janeiro, Jorge Simão disse sobre André Pinto: "É um belíssimo jogador. Até melhor do que pensava. É um verdadeiro capitão. Gostaria de não o perder até ao fim da época e, obviamente, gostaria que renovasse."

Na sexta-feira, dia 13, o azar bateu-lhe à porta e o central foi remetido, sem retorno, para a equipa B.

Será o técnico a decidir, depois de concluir a avaliação ao plantel, se é necessário ir ao mercado contratar mais um defesa-central.

Por Vítor Pinto
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