Raúl Silva pensou acabar a carreira aos 17 anos

Central brasileiro abriu o livro das recordações e ainda chegou a temer pela vida quando foi vítima de um assalto aos 18 anos

Raúl Silva (à direita na fila de cima)
Raúl Silva (à direita na fila de baixo)
Raúl Silva (à direita na fila de cima)
Raúl Silva (à direita na fila de baixo)
Raúl Silva (à direita na fila de cima)
Raúl Silva (à direita na fila de baixo)

Raúl Silva abriu as páginas da sua vida ao scbraga.pt. O defesa-central brasileiro começa por contar todas as histórias que o marcaram desde os tempos do colégio, onde se assumiu como o "carregador do piano" da equipa, ele que chegou a pensarq ue seria um médio promissor e também chegou a equacionar colocar o ponto final da carreira quando ainda tinha 17 anos. E aos 18 anos ainda temeu pela vida quando foi vítima de um assalto!

Paixão pelo futebol desde criança: "O gosto pelo futebol começou desde criança, a minha primeira paixão foi a bola de futebol. Comecei a jogar numa escola sem objetivo nenhum, apenas para me divertir. Depois, com 16 anos, notei que tinha qualidade e fui fazer um teste a uma equipa profissional".

A rebeldia: "Era muito rebelde quando jogava, era um pouco descontrolado… queria muito ganhar (risos). Fora do campo sempre fui muito tranquilo, agora dentro de campo desde criança sempre me meti em confusões (risos)".

Os golos de cabeça começaram na infância: "Quando era criança brincava com os meus amigos aos "cruzamentos e cabeceamentos". Éramos 6 pessoas a jogar, um ia a guarda-redes, outro ia cruzar e os restantes iam cabecear. Essas tardes em casa do meu amigo Charles permitiram-me desde muito novo treinar o meu gesto técnico de cabeceamento. Acredito que isso fez com que hoje deixasse a minha marca por isso".

Carregador de piano na equipa do colégio: "Chegava sempre atrasado às aulas, perdia sempre a primeira aula e era sempre o primeiro a sair. Jogava na equipa do meu colégio, não era a estrela da equipa, já nessa altura era o carregador de piano".

As férias escolares: "O meu passatempo preferido nas férias era jogar futebol nos campos perto da casa da minha avó. Jogava das 8 da manhã até à meia noite, a minha avó nem via a minha cara. Saía de manhã e só voltava à noite com uma bola de futebol na mão".

Temeu pela vida com 18 anos: "A voltar para casa numa van, entraram dois casais e passados dois minutos anunciaram um assalto. Roubaram-me a mochila e tudo a todas as pessoas que estavam lá dentro, ameaçaram que nos matavam a todos se não déssemos tudo. Foram 10 minutos em que temi pela minha vida. Tinha 18 anos e nunca mais me vou esquecer".

Lesão colocou em equação carreira no futebol: "Nem sempre a minha família me incentivou a ser jogador de futebol. Com os meus 17 anos tive uma lesão muito grave no joelho, rompi o ligamento cruzado. Nessa altura a minha família pediu-me muito para não continuar a jogar. O coordenador da equipa onde jogava tratou da minha cirurgia e pediu-me para voltar. Foi um momento complicado em que acreditei sozinho. Felizmente consegui ultrapassar aquela situação e hoje sou jogador profissional".

Passagem pela ala e pelo meio-campo: "Tive um treinador que me obrigou a conhecer outras posições. Já joguei a defesa esquerdo e a médio centro. Gostei de jogar a defesa esquerdo, é por isso que sempre que tenho uma oportunidade para ir à linha e cruzar lá vou eu (risos). São coisas que acontecem na formação que levamos para sempre, foi muito bom conhecer outras posições".

O pedido de um colega que irritou Raúl: "Lembro-me que na minha formação existiu um jogo em que já tinha levado um cartão amarelo e um colega meu (Jorge Santos), que agora é como um irmão para mim, pediu ao treinador para me tirar do campo. Estava descontrolado, era um clássico, e lembro-me de ele gritar: "mister tire o Raul por favor, ele vai ser expulso". Ainda fiquei muito bravo com ele por ter tido aquela atitude (risos)".

Por António Mendes
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